A Polícia Civil de São Paulo investiga o vereador de Arujá Juvenildo Barbosa da Silva, do Progressistas, por suposto envolvimento em um episódio de agressão e ameaça contra Thiago Farias de Freitas, que chefiou seu gabinete na Câmara Municipal. O caso é apurado como lesão corporal e ameaça e teria ocorrido no início deste mês, na região do bairro Jordanópolis.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela suposta vítima, o parlamentar teria exonerado Freitas em meio a divergências políticas. Mesmo após o desligamento, o vereador teria procurado o ex-assessor para marcar uma reunião sem informar o motivo do encontro.
O relato policial, que até o momento reflete apenas a versão do ex-chefe de gabinete, indica que os dois se encontraram na Avenida Adília Barbosa Neves. No local, o vereador passou a acusar Freitas de fazer publicações consideradas falsas em redes sociais. O ex-assessor nega a autoria das postagens.
Segundo o BO, após a negativa, Freitas foi atingido por um soco, que provocou ferimento e um corte. A Polícia Militar foi acionada pelo ex-assessor e orientou que ele buscasse atendimento médico.
Após o episódio, Freitas gravou um vídeo de cerca de cinco segundos em que aparece o vereador dizendo «Posta de novo». A gravação, porém, não permite confirmar se houve outras ameaças, como a de que o parlamentar teria pegado uma arma de fogo dentro do veículo.
Procurado pela reportagem, o vereador não respondeu às mensagens enviadas ao seu WhatsApp até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
Em nota, a Câmara Municipal de Arujá informou que «não recebeu qualquer notificação ou comunicação oficial referente à ocorrência». O Legislativo municipal não detalhou se adotará alguma providência interna sobre o caso.
A investigação segue em andamento na Polícia Civil, que deve ouvir testemunhas e analisar as imagens gravadas pelo ex-assessor. Não há prazo definido para a conclusão do inquérito.
O caso reacende a discussão sobre a conduta de agentes públicos e os canais disponíveis para denúncias de supostos abusos no ambiente de trabalho. A orientação é que situações do tipo sejam comunicadas às autoridades policiais e aos órgãos de controle.
Até que a apuração seja concluída, prevalece o princípio da presunção de inocência em relação ao parlamentar. A reportagem seguirá acompanhando o desenrolar das investigações e eventuais desdobramentos políticos e judiciais.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/vereador-do-pp-e-acusado-por-ex-assessor-de-agressao-e-ameaca-em-sp

