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Arujá

Mulher se apresenta à polícia após agressão com faca em Arujá; lei eleitoral impede prisão

Catarina Aparecida Silva, de 46 anos, entregou-se à Polícia Civil após supostamente ferir Priscila Santana da Silva, de 41, em Arujá. Delegada pediu prisão preventiva, mas legislação eleitoral impede detenção até depois das eleições.

Imagem ilustrativa de uma pessoa com uma faca na mãoFoto: Laurent Hamels/GettyImages
Raphael Nogueira Felix
23 de outubro de 202616:00
Atualizado agora há pouco às 19:00

Uma mulher de 46 anos apresentou-se voluntariamente à Polícia Civil na tarde da última quinta-feira (22) após ser acusada de ferir outra mulher com uma faca no município de Arujá, na região metropolitana de São Paulo. Catarina Aparecida Silva entregou-se às autoridades e foi interrogada, sendo posteriormente indiciada pelo crime.

A vítima, Priscila Santana da Silva, de 41 anos, foi atacada na rua José Faustino da Silva e encontrada por agentes da Guarda Civil Municipal caída no chão, cercada por familiares que tentavam prestar os primeiros socorros. Ela estava consciente quando as equipes chegaram e foi encaminhada a um hospital da região.

De acordo com o boletim de ocorrência, os filhos da vítima chegaram ao local exaltados e iniciaram um tumulto, o que exigiu a intervenção dos policiais para conter a situação. A faca utilizada na agressão estava em posse do irmão da vítima, que afirmou tê-la retirado das mãos da agressora; o objeto foi apreendido pelas autoridades.

A delegada responsável pelo caso, Regina Campanelli, solicitou a prisão preventiva de Catarina. No entanto, a legislação eleitoral em vigor impede que a suspeita seja presa até 48 horas após o encerramento da votação, salvo em casos de flagrante delito ou condenação por crime inafiançável.

Segundo relatos iniciais, Catarina manteria um relacionamento extraconjugal com o marido de Priscila. A suspeita seria ex-cunhada da vítima, por ter sido companheira do irmão dela. As circunstâncias do desentendimento ainda serão apuradas pelas autoridades.

O caso foi registrado como lesão corporal e a investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Arujá. A defesa de Catarina não foi localizada para comentar até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestações.

A restrição legal à prisão durante o período eleitoral está prevista no Código Eleitoral, que busca garantir a lisura do pleito e evitar detenções com motivação política. A regra vale para qualquer eleitor, exceto em situações de flagrante ou sentença condenatória irrecorrível.

A vítima recebeu atendimento médico e seu estado de saúde não foi divulgado pelas autoridades. A reportagem tentou contato com o hospital para obter atualizações sobre o quadro clínico, mas não obteve retorno até o fechamento do texto.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/suspeita-de-esfaquear-esposa-do-amante-se-entrega-mas-nao-sera-presa

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