Muito além de uma celebração popular, a festa carrega uma história que atravessa gerações e mantém viva a memória de antigos moradores. A origem da tradição remonta à figura de Leopoldina Maria do Espírito Santo, conhecida pela devoção e pelo costume de distribuir doces após momentos de oração, gesto que conquistou a comunidade e deu início à prática que permanece até hoje.
A história também está ligada a um episódio marcante envolvendo um morador chamado Fortunato. Após sua morte, ocorrida em uma via da cidade, Leopoldina decidiu erguer uma cruz no local e passou a realizar orações periódicas em sua memória. A iniciativa mobilizou outros moradores e, com o tempo, fortaleceu a devoção que daria origem à festa.
Na década de 1940, foi construída a Capela de Santa Cruz, inicialmente com estrutura simples, mas que se tornou ponto de encontro dos fiéis. Mesmo com o passar dos anos e as transformações da cidade, a essência da celebração se manteve, sempre marcada pela partilha e pelo espírito comunitário.
Com o crescimento da festa, outras moradoras assumiram a responsabilidade de manter viva a tradição, garantindo sua continuidade ao longo do tempo. A celebração, que passou a ser conhecida como Festa do Fortunato, foi posteriormente transferida para o feriado de 1º de maio, ampliando a participação popular.
Neste ano, a Festa do Doce acontece das 13h às 17h, na Avenida Maria José de Siqueira Melo, em frente à Escola Adhemar Bolina. O evento segue como um dos principais símbolos culturais do município, reunindo moradores e visitantes em um momento de fé, memória e partilha.









