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Brasil

Lula posterga anúncio de ministros e exigirá fidelidade partidária no quarto mandato

Presidente inicia conversas com partidos nesta semana, mas definição dos nomes para a Esplanada deve ficar para dezembro; critério será compromisso com pautas do governo.

Sem pressa para 4º mandato, Lula adia definição de nomes para ministérios. KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202607:11
Atualizado agora há pouco às 10:11

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não acelerar a definição dos ocupantes dos ministérios para o seu quarto mandato. A partir desta semana, emissários do presidente começarão a dialogar com partidos e lideranças políticas, mas a conclusão da lista de nomes está prevista para dezembro, conforme aliados do chefe do Executivo.

A estratégia central será priorizar a fidelidade das legendas escolhidas para compor o alto escalão do governo federal. A distribuição dos espaços entre os partidos do Centrão levará em conta o grau de compromisso de cada sigla com as pautas e projetos do Executivo, segundo auxiliares de Lula.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, foi designado para conduzir as primeiras conversas com partidos do centro. Os encontros devem começar na terça-feira (3/11), após o feriado de Finados. Além dele, outros emissários e o próprio presidente devem participar das negociações com lideranças do Centrão.

O critério de cobrança por fidelidade deverá ser mais rigoroso do que no atual mandato, quando legendas que ocupavam ministérios votaram, em diversas ocasiões, contra o governo no Congresso Nacional, sem que houvesse um compromisso formal de alinhamento com o Executivo.

No terceiro mandato, Lula distribuiu pastas a partidos como MDB, PSD e União Brasil, mas enfrentou derrotas em votações importantes no Legislativo. Desta vez, a exigência de compromisso deverá ser maior para garantir a governabilidade diante de um Congresso dominado pela oposição.

A demora na definição dos nomes ocorre em um cenário político complexo. No segundo turno das eleições presidenciais, os principais partidos do Centrão declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas urnas. Entre eles estão Republicanos, a federação União Progressista (formada por União Brasil e PP), Podemos e MDB.

Sem apoio formal dos partidos, a estratégia de Lula foi buscar respaldos individuais de lideranças políticas, como do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), e do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). No caso de Motta, o Republicanos apoiou Flávio nacionalmente, mas o diretório estadual do partido na Paraíba divergiu da cúpula e formalizou apoio ao petista.

A expectativa é que as conversas desta semana sirvam para mapear a disposição dos partidos em relação às exigências do governo. A definição dos ministros, no entanto, só deve ocorrer em dezembro, conforme a apuração. O Planalto não confirma oficialmente o cronograma, mas auxiliares admitem que a prioridade é garantir alianças sólidas para a governabilidade.

Fonte de referência: Brasil – Metrópoles — https://metropoles.com/brasil/sem-pressa-para-4o-mandato-lula-adia-definicao-de-nomes-para-ministerios

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