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Ministério do Trabalho registra 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral em três dias e estuda lista pública de

Sudeste concentra quase metade dos relatos; pasta analisa casos e pode divulgar relação de empresas responsabilizadas por pressão política no ambiente de trabalho.

Cabine de votação. HUGO BARRETO/METRÓPOLES @hugobarretophoto
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202607:25
Atualizado agora há pouco às 10:25

O Ministério do Trabalho e Emprego informou neste sábado (31) que recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre a quarta-feira (28) e a sexta-feira (30). O canal foi aberto logo após o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25), e o balanço divulgado cobre os três primeiros dias de funcionamento.

A região Sudeste responde por quase metade dos registros, com 2.087 denúncias, o equivalente a 48,5% do total. São Paulo lidera a lista estadual, com 1.325 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (354) e por Minas Gerais (345).

Nas demais regiões, o Nordeste aparece com 784 relatos, o Sul com 757, o Centro-Oeste com 378 e o Norte com 299. O ministério não detalhou quando os episódios denunciados teriam ocorrido.

De acordo com a pasta, as denúncias estão sob análise da Auditoria Fiscal do Trabalho, que já realiza inspeções para apurar as situações relatadas. «Com base nas informações apresentadas e nas verificações realizadas, serão definidas as providências cabíveis em cada caso», afirmou o ministério em nota.

O governo federal, o Ministério Público e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) atuam de forma conjunta no enfrentamento a essas ocorrências. Além do canal específico, outras medidas estão em andamento, como notificações a plataformas digitais, entre elas Google e Meta, sobre conteúdos que estimulem perseguição política, e orientações disponibilizadas aos trabalhadores pela Carteira de Trabalho Digital.

O Ministério do Trabalho também avalia a criação de uma lista pública de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral, medida semelhante à chamada lista suja do trabalho escravo, que já existe na esfera federal.

Trabalhadores que sofreram ou testemunharam pressão, ameaça ou discriminação por causa de escolha política no emprego podem registrar denúncia pelos canais do ministério ou do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os relatos são tratados com sigilo.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou que empregadores não podem ameaçar nem discriminar funcionários em razão de preferência política. «O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados», disse.

A divulgação do balanço ocorre em um contexto de crescente preocupação com a integridade do processo eleitoral e com a relação entre chefias e subordinados. As denúncias recebidas serão encaminhadas aos órgãos competentes para as providências administrativas e, se for o caso, judiciais.

Fonte de referência: Brasil – Metrópoles — https://metropoles.com/brasil/canal-do-governo-recebe-43-mil-denuncias-de-assedio-eleitoral

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