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Justiça de SP manda investigar ex-companheiro de vereadora por violência política de gênero

A Justiça de São Paulo determinou a abertura de investigação contra Júnior Moreno, ex-companheiro da vereadora Malu Fernandes (PL), por suspeita de perseguição e violência política de gênero. A decisão foi tomada após ele ter divulgado um boletim de ocorrência que, segundo a defesa da parlamentar, teria sido usado para prejudicar sua candidatura.

A Justiça de São Paulo determinou investigação contra Júnior Moreno, ex-companheiro da vereadora Malu Fernandes (PL), por suspeita de violência política de gêneroFoto: Divulgação
Raphael Nogueira Felix
23 de julho de 202614:26
Atualizado agora há pouco às 17:41

A Justiça de São Paulo determinou que a polícia investigue o ex-companheiro da vereadora Malu Fernandes (PL), Júnior Moreno, por suspeita de perseguição e violência política de gênero. A decisão, assinada pelo juiz Heitor Moreira de Oliveira, do Anexo de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Foro de Mogi das Cruzes, foi divulgada nesta quarta-feira (22).

A parlamentar alega que Moreno usou um boletim de ocorrência antigo para prejudicar sua pré-candidatura a deputada estadual. O caso será anexado a um inquérito já em andamento que apura denúncias de violência política de gênero feitas por Malu Fernandes contra o ex-companheiro. Desde maio, ela possui uma medida protetiva contra ele.

De acordo com a denúncia, Moreno atualizou um boletim de ocorrência registrado em outubro de 2025 para incluir a vereadora como autora de um suposto dano ao apartamento onde moravam juntos em Mogi das Cruzes. O relacionamento do casal durou cerca de um ano.

Na primeira versão do BO, Moreno afirmou que encontrou a residência revirada e objetos destruídos. Em depoimento, disse que o segurança do condomínio viu uma mulher entrar com o rosto coberto e ficar cerca de 20 minutos no apartamento. Já na versão atualizada em maio, ele afirmou ter identificado a ex-companheira por imagens de câmeras de segurança.

Os advogados de Malu Fernandes sustentam que a atualização do BO ocorreu no mesmo mês em que Moreno foi informado sobre a medida protetiva, caracterizando retaliação. Em nota, a defesa da vereadora afirma que o prazo para dar prosseguimento à investigação teria expirado em março, tornando inválida a inclusão posterior.

“A inclusão ocorreu em maio deste ano, mesmo período em que o empresário foi informado sobre a medida cautelar contra ele. Logo, os advogados da vereadora sinalizam para eventual retaliação do acusado face à decisão da Justiça”, diz a nota.

A defesa da parlamentar também destaca que as informações do processo foram divulgadas no dia 16 de julho, mesma data em que ela lançava a pré-candidatura à deputada estadual. Malu Fernandes solicitou a ampliação das medidas protetivas contra Moreno e o sócio dele, Fernando Aparecido Hilário, mas não foi atendida.

Em nota, a defesa de Júnior Moreno afirmou que não existe qualquer decisão judicial reconhecendo descumprimento da medida protetiva ou divulgação indevida de informações. Segundo os advogados, o Ministério Público pediu o indeferimento dos pedidos de remoção das informações.

“Em relação aos fatos ocorridos na residência, existem imagens e vídeos que instruem a investigação e que serão analisados pelas autoridades competentes. Ressalta-se, ainda, que, na manifestação apresentada ao Juízo, a própria vereadora não negou o ingresso no imóvel, circunstância que também integra a apuração dos fatos”, diz a nota da defesa de Moreno.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/justica-investigacao-ex-vereadora-violencia-politica

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