A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (15/10) a Operação Stoppa, que investiga a importação, distribuição e comercialização irregular de medicamentos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no estado de São Paulo. Quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Mogi das Cruzes e Suzano, na região metropolitana.
Segundo as investigações, há indícios de uma estrutura organizada para vender e distribuir os produtos pela internet e por grupos de aplicativos de mensagens. Entre os itens comercializados estão canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai, sem garantia de composição, qualidade ou segurança, além de anabolizantes.
A apuração também aponta que empresas e estabelecimentos comerciais podem ter sido usados para receber pagamentos, armazenar e distribuir as mercadorias. A operação conta com o apoio técnico-sanitário da Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Município de São Paulo (Covisa/SP) durante o cumprimento das medidas judiciais.
De acordo com a Polícia Federal, o objetivo é interromper a cadeia de importação e venda de medicamentos que não têm autorização da Anvisa para circular no Brasil. A agência reguladora proíbe a comercialização de produtos sem registro, o que inclui as canetas emagrecedoras de origem estrangeira apreendidas na ação.
A reportagem procurou a Polícia Federal para obter mais detalhes sobre os investigados e as apreensões, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
A operação Stoppa é mais um desdobramento das ações de fiscalização contra o comércio ilegal de medicamentos em São Paulo. Nos últimos meses, a PF tem intensificado operações contra esquemas de importação irregular de produtos farmacêuticos e anabolizantes, muitos deles vendidos em redes sociais e aplicativos.
As canetas emagrecedoras, também conhecidas como canetas de emagrecimento, ganharam popularidade nos últimos anos, mas só podem ser comercializadas com prescrição médica e registro na Anvisa. O uso sem acompanhamento profissional pode trazer riscos à saúde, como efeitos colaterais graves e falta de garantia sobre a procedência do produto.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas diligências podem ser realizadas. Os envolvidos podem responder por crimes como contrabando, descaminho e comercialização de medicamentos sem registro, cujas penas variam conforme a legislação vigente.
A Covisa/SP, que presta suporte técnico-sanitário à operação, atua na avaliação dos produtos apreendidos e na orientação sobre os riscos sanitários. A coordenadoria também pode adotar medidas administrativas contra os estabelecimentos envolvidos.
A operação segue em andamento e novas informações podem ser divulgadas pela Polícia Federal ao longo do dia. A reportagem atualizará a matéria caso haja novos desdobramentos.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pf-realiza-operacao-contra-comercio-ilegal-de-canetas-emagrecedoras-em-sp

