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Sao Paulo

Médico é investigado após morte de juíza que passou por coleta de óvulos em Mogi das Cruzes

Autoridades apuram responsabilidade médica na morte de uma juíza após procedimento de coleta de óvulos em clínica de Mogi das Cruzes; caso reacende debate sobre fiscalização.

Imagem de arquivo
RN
Raphael Nogueira Félix
22 de maio de 202608:00
Atualizado 22 de mai. de 2026 às 08:00

A morte de uma juíza após passar por um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de Mogi das Cruzes, no Alto Tietê, motivou a abertura de investigação contra o médico responsável pelo atendimento. O caso veio a público nesta semana e mobiliza autoridades sanitárias e policiais na apuração das circunstâncias que levaram ao óbito.

De acordo com informações preliminares, a magistrada teria se submetido à aspiração folicular — etapa da reprodução assistida em que óvulos são retirados dos ovários — e apresentado complicações após o procedimento. Ela não resistiu e morreu dias depois. A identidade da vítima e do profissional investigado não foram oficialmente divulgadas até o momento.

A investigação busca esclarecer se houve falha na condução do procedimento, no acompanhamento pós-operatório ou no cumprimento das normas sanitárias exigidas para clínicas de reprodução humana. Órgãos de fiscalização médica e a vigilância sanitária municipal também acompanham o caso, que pode resultar em sindicância administrativa e responsabilização ética, além da apuração criminal.

Especialistas ouvidos de forma genérica destacam que a coleta de óvulos é um procedimento invasivo, realizado sob sedação, e que, embora seja considerado seguro quando bem indicado, envolve riscos como sangramentos, infecções e reações adversas à anestesia. A existência de estrutura adequada e de equipe qualificada é apontada como essencial para minimizar esses riscos.

O caso reacende a discussão sobre a fiscalização de clínicas de fertilização na região do Alto Tietê e no estado de São Paulo. Entidades médicas defendem maior rigor na concessão de licenças e na realização de auditorias periódicas, enquanto pacientes relatam dificuldade de acesso a informações claras sobre os riscos dos tratamentos.

A reportagem procurou a clínica e o Conselho Regional de Medicina para posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O inquérito segue em sigilo e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.

Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

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