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Sao Paulo

Comércio só pode abrir em feriados com acordo coletivo a partir de junho

Nova regra exige negociação coletiva entre patrões e empregados para abertura do comércio em feriados a partir de junho; entidades do Alto Tietê se mobilizam.

Imagem de arquivo
RN
Raphael Nogueira Félix
1 de junho de 202608:00
Atualizado 01 de jun. de 2026 às 08:00

A partir deste mês de junho, o comércio varejista passa a operar em feriados somente mediante acordo coletivo entre empregadores e trabalhadores. A mudança, que afeta lojas de rua e shopping centers em todo o país, deve exigir adaptação de sindicatos patronais e laborais também nas cidades do Alto Tietê, região metropolitana de São Paulo marcada pela forte presença do setor de serviços.

Na prática, a abertura de portas em datas comemorativas — como Corpus Christi, Dia dos Pais e o período natalino — dependerá de negociação prévia entre as partes, com definição de compensações, escalas e condições de trabalho. Sem o acordo válido, o funcionamento nesses dias fica vedado, sujeitando as empresas a fiscalização e eventuais penalidades. A regra vale para o comércio em geral, mas não altera o funcionamento de atividades essenciais, como farmácias e supermercados, que seguem legislação própria.

Entidades representativas do setor orientam lojistas a procurar os sindicatos com antecedência para formalizar os termos. A recomendação é que as negociações contemplem não apenas a autorização para abrir, mas também a forma de compensação aos empregados, o dimensionamento das equipes e o respeito aos descansos previstos em lei. Especialistas em direito do trabalho lembram que o acordo precisa ser registrado e estar vigente na data do feriado, não bastando entendimentos informais entre patrões e empregados.

Para os trabalhadores, a exigência do acordo coletivo é vista como uma proteção contra jornadas excessivas e a perda de folgas. Já comerciantes manifestam preocupação com o impacto nas vendas em datas de grande movimento, sobretudo para pequenos estabelecimentos que dependem do fluxo de feriados para faturar. A expectativa é de que as negociações ocorram ao longo deste mês, antes dos próximos feriados prolongados.

Nas cidades do Alto Tietê, a orientação é de que comerciantes e empregados acompanhem as tratativas dos respectivos sindicatos e fiquem atentos aos prazos. A fiscalização tende a se intensificar a partir de junho, com foco no cumprimento da nova exigência. O cenário exige planejamento antecipado e diálogo entre as partes para evitar transtornos e prejuízos ao setor.

Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

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