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Sao Paulo

Morte de menino de 2 anos após quatro atendimentos gera sindicância em Cubatão

Sindicância investiga quatro atendimentos a menino de 2 anos que morreu em Cubatão; caso levanta debate sobre acolhimento e protocolos na rede de saúde.

Imagem de arquivo
RN
Raphael Nogueira Félix
2 de julho de 202608:00
Atualizado 02 de jul. de 2026 às 08:00

A Prefeitura de Cubatão instaurou sindicância para apurar a morte de um menino de 2 anos que, segundo relatos, passou por quatro atendimentos na rede de saúde antes de não resistir. A informação foi confirmada pela administração municipal, que não detalhou prazos nem a composição da comissão responsável pela apuração.

De acordo com a prefeitura, a sindicância tem caráter administrativo e busca esclarecer a sequência de atendimentos prestados à criança, além de verificar se os procedimentos adotados seguiram os protocolos vigentes. A administração informou que colabora com as apurações e que, concluída a investigação, adotará as medidas cabíveis.

O caso ganhou repercussão na região do Alto Tietê e na Baixada Santista, onde Cubatão está localizada, após a divulgação de que a criança teria procurado unidades de saúde em mais de uma ocasião. Familiares relatam dificuldades para obter diagnóstico e encaminhamento adequado, enquanto a prefeitura afirma que todas as ocorrências registradas serão analisadas individualmente.

Especialistas em saúde pública ouvidos de forma genérica apontam que situações envolvendo crianças pequenas exigem atenção redobrada, pois os sinais de agravamento podem evoluir rapidamente. Eles defendem que a investigação administrativa seja acompanhada de revisão dos fluxos de acolhimento, classificação de risco e contrarreferência entre unidades básicas e serviços de urgência.

A sindicância é um procedimento preliminar que pode resultar em relatório com recomendações, responsabilização administrativa ou arquivamento. Não há prazo público definido para a conclusão dos trabalhos, e a prefeitura não informou se outros órgãos, como conselhos de saúde ou o Ministério Público, acompanham o caso.

O episódio reacende o debate sobre a organização da rede de atenção à saúde em municípios de porte médio, especialmente na integração entre unidades e na continuidade do cuidado. A recomendação geral é que pais e responsáveis procurem atendimento imediato diante de sinais de alerta em crianças, como febre persistente, dificuldade respiratória e prostração.

A prefeitura reiterou que a sindicância busca esclarecer os fatos com base em documentos e depoimentos, sem antecipar conclusões. O Diário do Estado de São Paulo acompanhará o desenrolar das apurações e os desdobramentos administrativos do caso.

Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

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