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São Caetano do Sul

Ataque a tenente da Rota em São Caetano: polícia prende terceiro suspeito e investiga seis mortes

Em 12 dias de apuração do atentado que feriu o tenente Ronickson Pimentel, a polícia prendeu três pessoas e investiga a morte de seis homens com suposta ligação ao crime. Recompensa de R$ 50 mil é oferecida pelo principal suspeito.

A polícia prendeu o terceiro suspeito pelo ataque ao tenente da Rota em São Caetano e investiga a morte de seis homens ligados ao crimeFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
9 de julho de 202602:40
Atualizado agora há pouco às 05:40

A investigação sobre o atentado que deixou o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, gravemente ferido com um tiro na cabeça enquanto estava parado em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, completa 12 dias com avanços significativos. Até o momento, três suspeitos foram presos e a polícia apura a morte de seis homens que, em diferentes ocasiões, foram apontados como possíveis envolvidos no crime.

Na noite da última terça-feira (7/7), policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) prenderam um homem na comunidade de Heliópolis, zona sul da capital paulista. Segundo a Polícia Militar, ele é suspeito de ter abandonado a motocicleta usada no ataque e de ter limpado as impressões digitais do veículo. O detido já possuía mandado de prisão em aberto e foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

As autoridades continuam as buscas por Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, Chavinho ou Peruca, apontado como o provável autor dos disparos contra o tenente. Na segunda-feira (6/7), o nome dele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, ferramenta internacional de localização de foragidos. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem ao paradeiro de Hércules.

Paralelamente, a Polícia Civil investiga a morte de seis homens que, em diferentes momentos, foram apontados como suspeitos de participação no atentado. Em quatro dos seis boletins de ocorrência obtidos pela reportagem, policiais militares afirmam ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam ligação com o crime. No entanto, até o momento, não há comprovação de que qualquer um deles tenha efetivamente participado do ataque.

As duas primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o crime. Na Estrada Aricanduva, zona leste da capital, um homem denunciado por suposta participação no atentado morreu após, segundo os policiais, atirar contra a equipe durante a abordagem. No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, depois de, conforme o registro policial, fazer menção de sacar uma arma durante a abordagem da Rota.

Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas. Em Guaianases, um homem morreu após, segundo a PM, reagir a uma abordagem. Em Peruíbe, no litoral sul, outro suspeito foi morto depois de uma perseguição que terminou em confronto, de acordo com a corporação. Os dois casos restantes ocorreram na zona sul da capital: no Jardim Miriam, um homem morreu após uma troca de tiros durante patrulhamento na Favela do Arrebento; já no Jardim São Luís, outro suspeito foi baleado e morreu depois que policiais afirmaram ter sido recebidos a tiros ao averiguar uma denúncia de tráfico de drogas.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves, segue hospitalizado. A polícia acredita que Hércules da Costa Siqueira ainda esteja em território brasileiro e continua as diligências para localizá-lo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/tenente-da-rota-baleado-investigacao-ja-tem-6-mortes-e-3-presos

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