Há exatas duas semanas, a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos, desapareceu após pegar uma carona com a patroa, Eliane Alves dos Santos, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo. A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a mulher tenha sido assassinada, mas o corpo ainda não foi localizado.
A empresária Eliane Alves dos Santos, dona de um restaurante/pizzaria, um mercado e uma casa de ração no bairro Ubatumirim, é considerada a principal suspeita do crime. Ela foi presa temporariamente na última sexta-feira (10) e é a última pessoa a ter visto Berenice com vida.
De acordo com as investigações, a cozinheira e a patroa teriam tido um desentendimento antes do desaparecimento. O motivo seria o valor da rescisão trabalhista: Berenice esperava receber entre R$ 4 mil e R$ 5 mil, mas a patroa teria oferecido apenas R$ 900. A funcionária não aceitou a proposta.
Em depoimento, Eliane afirmou que pagou R$ 2,6 mil em espécie à cozinheira. O filho de Berenice, José Carlos de Faria Filho, contesta a versão. “Vai pagar em espécie? E se você tem uma empresa e você vai pagar seu funcionário, ele tá indo embora, você precisa pelo menos ter algum tipo de recibo, algo comprobatório”, declarou.
“Ela fala que tava dando uma carona pra minha mãe pro centro. Só que ela para no meio do caminho, por qual motivo? Cheia de mala, ela iria parar cheio de mala?”, questionou José Carlos, em entrevista ao Metrópoles.
Imagens de câmeras de segurança flagraram parte do trajeto da caminhonete de Eliane na tarde de 30 de junho, dia do desaparecimento. As buscas agora se concentram na divisa entre Ubatuba e Paraty, no litoral do Rio de Janeiro, após denúncia anônima de que os restos mortais de Berenice teriam sido ocultados na região.
A cozinheira trabalhou cerca de quatro meses no restaurante de Eliane sem registro em carteira. O namorado da empresária teria aconselhado Berenice a aceitar os R$ 900 e depois buscar seus direitos na Justiça. Um advogado trabalhista tentou mediar o acordo, sem sucesso.
Mesmo sendo proprietária de três estabelecimentos comerciais, Eliane registrou na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp) capital social de apenas R$ 5 mil. A defesa da empresária não foi localizada para comentar o caso.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/com-patroa-presa-corpo-de-empregada-segue-desaparecido-ha-2-semanas


