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Palmital

Operação desarticula fábrica de armas que abastecia facção criminosa no interior de SP

Polícia Civil prendeu dez suspeitos em ação que mirava grupo que fabricava armas no Paraná e vendia pelo WhatsApp para criminosos, incluindo o PCC.

Montagem colorida de anúncios feitos por grupo que comercializava armas pela internetFoto: Reprodução.
Raphael Nogueira Felix
6 de agosto de 202613:04
Atualizado agora há pouco às 16:04

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (6/8), uma operação para desmantelar uma organização criminosa suspeita de fabricar armas e comercializá-las por meio do aplicativo de mensagens WhatsApp. A ação, coordenada por policiais de Palmital, resultou na prisão de dez pessoas nas cidades de Palmital, Assis e no norte do Paraná.

De acordo com as investigações, o grupo utilizava as redes sociais para apresentar, negociar e vender fuzis e submetralhadoras a facções criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC), no interior de São Paulo. As armas eram produzidas em uma oficina no Paraná e transportadas para o estado paulista por rodovias estaduais.

O esquema, segundo a polícia, era dividido em núcleos: um responsável pela fabricação dos armamentos e outro pela logística de distribuição e venda. O grupo paulista, que já atuava no tráfico de drogas com sistema de delivery, expandiu as atividades para o comércio ilegal de armas.

Imagens obtidas pela reportagem mostram um dos principais alvos da operação exibindo as armas em um story. Em outra gravação, o suspeito afirma que seria possível negociar a compra da arma com uma moto. O delegado Marcelo Aparecido de Souza, responsável pelo caso, explicou que a produção era feita pelo núcleo paranaense.

As investigações apontam que as vendas começaram em março deste ano. No mês seguinte, a polícia apreendeu o celular de um dos suspeitos, o que permitiu descobrir toda a cadeia criminosa. Segundo o delegado, o grupo também gerenciava um delivery de drogas, estrutura que era usada para dar suporte à venda de armas.

«As armas começaram a ser vendidas em março deste ano. No mês seguinte ao início das atividades criminosas, apreendemos o celular de um dos alvos, assim efetivando a descoberta de toda a cadeia criminosa», afirmou o delegado Marcelo Aparecido de Souza.

A polícia não descarta que os armamentos fossem destinados a membros do PCC. O esquema de venda de drogas tinha estrutura com depósito, entregadores e pessoas laranjas para lavagem de dinheiro e ocultação de provas. «Usavam números considerados ‘frios’ para inserir a mesma logística das drogas e vender os produtos», acrescentou o delegado.

A Polícia Civil agora investiga se o esquema de venda de armas pode ter alcançado outros estados brasileiros. A operação desta quinta-feira é mais um passo no combate ao crime organizado no interior de São Paulo, que tem se intensificado nos últimos meses.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/operacao-10-armas-vende-whatsapp

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