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Embu das Artes

Avó contesta versão de óbito e aponta marido PM como autor da morte de jovem em Embu das Artes

Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta com um tiro na cabeça e a arma do marido, soldado da PM, sob o corpo. A avó, que a criou como filha, nega a hipótese de óbito e afirma que o companheiro é o responsável pelo crime.

"Não se matou", diz avó de mulher achada morta com arma de marido PMFoto: Reprodução
Raphael Nogueira Felix
7 de setembro de 202611:33
Atualizado agora há pouco às 14:33

A Polícia Civil investiga a morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, encontrada sem vida na manhã de domingo (6/9) na casa em que vivia com o marido, um soldado da Polícia Militar, no bairro Chácaras Bartira, em Embu das Artes, na região metropolitana de São Paulo. O corpo dela apresentava um ferimento de bala na cabeça, e a arma do companheiro estava sob o corpo da vítima.

O caso foi registrado como morte suspeita. Segundo o boletim de ocorrência, havia "dúvida razoável quanto a tratar-se de óbito", mas a dinâmica do disparo ainda não foi esclarecida. A ocorrência foi formalizada sem autoria definida, permanecendo sob apuração a hipótese de óbito ou eventual intervenção de terceira pessoa.

A avó de Larissa, Maria Aparecida Morata, que a criou como filha, contesta a tese inicial de óbito. Em entrevista à imprensa, ela afirmou que a neta tinha planos para o futuro e que não apresentava sinais de depressão ou intenção de tirar a própria vida. "Ela tinha planos de vida. Ela ia perder o filho que ela ama demais, demais. Ela era doente pelo filho dela", declarou.

Maria Aparecida também rebateu a informação de que o casal estaria em processo de separação. "Ela não estava brigando e não estava com problema nenhum. E ela não estava em fase de separação como estão dizendo aí, porque ela me contava tudo o que acontece com ela", disse a avó, que acrescentou: "Ela comeu um pastel comigo quinta-feira, a gente entrou para visitar uma loja."

A avó é enfática ao apontar o marido como autor do crime. "Ele matou ela. Ele matou porque mexia muito com o psicológico dela. Ele andava com aquela arma na cintura dele encarando os outros", afirmou. A família aguarda agora os resultados das perícias técnicas para confirmar a versão apresentada.

De acordo com o boletim de ocorrência, Larissa foi encontrada por volta das 11h no banheiro da suíte do imóvel, sem sinais vitais. Além da arma, a polícia localizou no local um coldre, um carregador, munições e um estojo de munição deflagrado. Uma irmã do soldado, que cuidava do filho menor do casal, também estava na residência.

A polícia informou que, nas horas anteriores ao fato, Larissa e o marido conversaram sobre encerrar o relacionamento. No entanto, a avó nega que houvesse uma crise conjugal. "Ela não estava brigando e não estava com problema nenhum", reforçou.

O Metrópoles procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para comentar o caso, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. A matéria será atualizada assim que houver manifestação da pasta. A investigação segue em andamento, e a polícia aguarda os laudos periciais, incluindo exames residuográficos e balísticos, para esclarecer as circunstâncias da morte.

O caso gerou comoção na região e reacendeu o debate sobre a violência doméstica e o uso de armas por agentes de segurança. A família pede justiça e aguarda a conclusão do inquérito policial.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/nao-se-matou-avo-mulher-morta-pm

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