O candidato Ronaldo Caiado afirmou, durante caminhada na Avenida Paulista, na tarde deste domingo (20), que o Partido dos Trabalhadores (PT) seria conivente com facções criminosas. A declaração foi feita em entrevista a jornalistas enquanto o político percorria a via acompanhado de apoiadores. A fala gerou reações imediatas no meio político e nas redes sociais.
Segundo relatos de quem acompanhou o evento, Caiado repetiu a crítica em pelo menos dois momentos da caminhada, associando a sigla a supostas omissões no combate ao crime organizado. Não foram apresentadas provas ou detalhamento sobre as acusações durante o percurso. O candidato também evitou responder a perguntas sobre outros temas, como economia e segurança pública em âmbito nacional.
A Avenida Paulista, tradicional palco de manifestações políticas e eventos cívicos, recebeu um público estimado por organizadores e por agentes de trânsito, embora não haja confirmação oficial de números. O ato transcorreu sem registro de confrontos, segundo informações preliminares. A caminhada integra a agenda de campanha do candidato na capital paulista.
Em nota, representantes do PT classificaram a declaração como eleitoreira e desprovida de fundamento, afirmando que o partido defende o enfrentamento ao crime organizado e a legalidade. A sigla não detalhou se adotará medidas judiciais. Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem lembram que acusações sem provas podem configurar abuso de poder ou dano à imagem, a depender do contexto e da repercussão.
A fala de Caiado ocorre em um momento de acirramento do debate sobre segurança pública e atuação de facções no país. Nos últimos meses, episódios de violência e operações policiais ganharam espaço no noticiário, pressionando candidatos a apresentar propostas. A região do Alto Tietê, onde o Diário do Estado de São Paulo circula, também tem registrado discussões sobre o tema em municípios como Mogi das Cruzes, Suzano e Itaquaquecetuba.
O candidato segue com agenda de campanha na Grande São Paulo nos próximos dias. A reportagem procurou a assessoria de Caiado para comentar as reações à declaração e aguardava resposta até o fechamento desta edição.
Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.
