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Sao Paulo

Nunes atribui frota reduzida de ônibus no 2º turno à ausência de motoristas e nega prejuízo à votação

Prefeito de São Paulo atribui frota reduzida de ônibus no 2º turno à falta de motoristas e nega prejuízo à votação.

Imagem de arquivo
RN
Raphael Nogueira Félix
27 de outubro de 202608:00
Atualizado há 5 dias às 08:00

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou nesta segunda-feira (27) que a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições municipais foi motivada pela ausência de motoristas, e não por uma decisão administrativa da gestão. Segundo ele, o cenário não comprometeu o deslocamento dos eleitores nem o resultado da votação.

De acordo com o prefeito, a operação do transporte público no domingo de votação já previa escala especial, mas a falta de profissionais para assumir os turnos reduziu o número de veículos em circulação. Nunes negou que a situação tenha sido causada por corte de custos ou por falha no planejamento da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes.

A declaração foi dada durante agenda pública na capital, quando o prefeito foi questionado sobre relatos de passageiros que enfrentaram espera maior em terminais e pontos de ônibus ao longo do dia. Ele disse que a prefeitura acompanhou a operação e que não houve registro de transtornos que impedissem o comparecimento às urnas.

Especialistas em transporte urbano ouvidos pela reportagem avaliam que a redução da frota em dias de eleição pode afetar principalmente eleitores que dependem exclusivamente do ônibus, sobretudo em bairros periféricos. No entanto, não há dados oficiais que permitam medir o impacto da menor oferta de veículos sobre a votação.

A gestão municipal informou que a escala de motoristas segue sendo monitorada e que a frota deve ser normalizada ao longo da semana. O caso reacende a discussão sobre a dependência do sistema de transporte em relação à disponibilidade de mão de obra e sobre a necessidade de planos de contingência para dias de grande movimentação, como eleições e eventos de massa.

Até o momento, não há previsão de abertura de sindicância para apurar a redução da frota. A oposição na Câmara Municipal promete cobrar explicações formais sobre o ocorrido nas próximas sessões.

Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

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