UrgenteMPSP apura se médico de Mogi Guaçu incitou demissões de eleitores de Lula
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Sao Paulo

MPSP apura se médico de Mogi Guaçu incitou demissões de eleitores de Lula

Ministério Público de São Paulo investiga médico de Mogi Guaçu por suposta incitação à demissão de eleitores do presidente Lula; caso gera repercussão na região.

Imagem de arquivo
RN
Raphael Nogueira Félix
28 de outubro de 202608:00
Atualizado há 4 dias às 08:00

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou procedimento para apurar a conduta de um médico no município de Mogi Guaçu, na região do Alto Tietê, sob a suspeita de ter incitado a demissão de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A informação foi confirmada pela Promotoria local, que não detalhou o teor das apurações nem os nomes dos envolvidos.

Segundo a representação que deu origem ao caso, o profissional teria feito declarações em ambiente de trabalho e em redes sociais sugerindo que pacientes e funcionários que votaram no atual presidente deveriam ser dispensados de seus cargos. A denúncia chegou ao MPSP por meio de relatos de moradores e foi encaminhada à área criminal e à Promotoria de Defesa do Consumidor, dada a possibilidade de violação de direitos fundamentais.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou que acompanha o caso e que eventuais desvios éticos serão apurados em sindicância própria, sem prejuízo da investigação do Ministério Público. A prefeitura de Mogi Guaçu não se manifestou oficialmente sobre o episódio até a conclusão desta reportagem.

Especialistas ouvidos pelo Diário do Estado de São Paulo destacam que a Constituição Federal garante a liberdade de expressão, mas veda manifestações que incitem discriminação ou violência por motivação política. Casos como esse, segundo juristas, têm sido tratados com cautela pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público, que buscam equilibrar o direito à opinião e a proteção da dignidade dos cidadãos.

A apuração do MPSP deve ouvir testemunhas e solicitar imagens e publicações do médico nas redes sociais. O procedimento corre em sigilo e não há prazo para conclusão. A reportagem tentou contato com o profissional citado, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço permanece aberto para manifestações.

O caso reacende o debate sobre assédio eleitoral no ambiente de trabalho, tema que ganhou destaque nas últimas eleições. Órgãos de fiscalização orientam que vítimas de coerção política procurem a Promotoria Eleitoral ou registrem boletim de ocorrência para que as devidas providências sejam adotadas.

Conteudo reconstruido a partir do registro publico da manchete (arquivo do Google Noticias); o texto original nao foi preservado na recuperacao do servidor.

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