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Sao Paulo

Polícia Civil apura conduta de investigador suspeito de favorecer Renato Cariani em inquéritos

Ministério Público de São Paulo apontou que o investigador André Dziuba teria mantido relação de amizade com o influenciador e atuado para esvaziar apuração anterior.

Julgamento de recurso de Renato Cariani tem data marcada pelo STF. Polícia Civil vai investigar policial que pode ter favorecido CarianiFoto: Instagram/Reprodução
RN
Raphael Nogueira Felix
1 de novembro de 202609:27
Atualizado agora há pouco às 12:27

A Polícia Civil de São Paulo vai apurar a conduta do investigador André Dziuba, acusado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) de favorecer o influenciador Renato Cariani em investigações nas quais ele figurava como alvo. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (1º).

De acordo com as alegações finais do MPSP, Dziuba e Cariani trocavam mensagens por aplicativo e mantinham uma cooperação que ultrapassava a esfera profissional. O órgão pediu a condenação de Cariani, de Fábio Spinola Mota e de Rodrigo Gomes Pereira pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

O documento do MPSP afirma que a proximidade entre os dois é evidenciada por solicitações pessoais feitas pelo policial ao empresário, inclusive relacionadas à obtenção de suplementos para tratamento do joelho. Em contrapartida, segundo a Promotoria, André recorria a Renato para conseguir auxílio ou informações sobre fiscalizações realizadas no âmbito de suas atribuições.

Ainda conforme o Ministério Público, o investigador compartilhava com o influenciador dados sobre fiscalizações no setor de suplementos e teria atuado para esvaziar e contribuir para o arquivamento de um inquérito anterior contra Cariani, conduzido pela 2ª Vara Criminal de Diadema, de natureza semelhante à investigação atual.

Procurada, a defesa de André Dziuba não foi localizada para comentar o caso até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

O MPSP sustenta que os três acusados desviaram 12 toneladas de insumos químicos capazes de produzir 15 toneladas de drogas, como crack e cocaína. As apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) indicam que o esquema envolvia a emissão fraudulenta de notas fiscais por empresas licenciadas para vender produtos químicos em São Paulo.

Segundo o órgão, o grupo usava “laranjas” — que faziam depósitos em espécie como se fossem funcionários de grandes multinacionais — e vítimas que figuravam como compradoras dos insumos. A investigação aponta que o influenciador teria um papel central na articulação do esquema.

A defesa de Renato Cariani declarou confiar na absolvição dele pela Justiça. Em manifestação anterior, o influenciador afirmou ser vítima de uma fraude e negou as acusações.

O caso segue em tramitação e a apuração interna da Polícia Civil buscará esclarecer se houve irregularidade na atuação do investigador. O Metrópoles não conseguiu contato com a defesa de Dziuba.

Fonte de referência: São Paulo – Metrópoles — https://metropoles.com/sao-paulo/policia-civil-vai-investigar-policial-que-pode-ter-favorecido-cariani

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