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Itajaí

Defesa de português preso em Santa Catarina recorre ao STF para impedir extradição a Portugal

Paulo Miguel Vicente, apontado como líder de esquema de extorsão em Leiria, foi preso em Itajaí durante investigação sobre venda de medicamentos falsos.

Foto colorida de homem posando com mãos no bolsoFoto: Reprodução.
Raphael Nogueira Felix
5 de outubro de 202613:37
Atualizado agora há pouco às 16:37

A defesa de Paulo Miguel Vicente, cidadão português preso no Brasil desde julho, protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para tentar impedir sua extradição para Portugal. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.

Vicente é apontado por autoridades portuguesas como líder de um esquema de ameaça, coação e extorsão contra empresários da vida noturna da cidade de Leiria, em Portugal. Ele ficou conhecido como «Al Capone de Leiria».

A prisão ocorreu em Itajaí, Santa Catarina, durante uma investigação sobre venda de medicamentos falsos. Segundo as apurações, ele também é suspeito de usar documentos falsos no Brasil.

No pedido enviado ao STF, a defesa argumenta que o governo português não formalizou o pedido de extradição no prazo de 60 dias, o que violaria o Tratado Brasil-Portugal e a Lei de Migração. «Não foi formalizado o pedido de extradição devidamente instruído pela via diplomática perante o Estado Brasileiro», afirmou a defesa.

De acordo com documentos obtidos pelo Metrópoles, Vicente chegou ao Brasil há sete anos, pelo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A suspeita é que ele tenha fugido de Portugal para evitar a condenação por liderar o esquema criminoso.

Após deixar o país europeu, o português foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol, a lista de procurados internacionalmente. No Brasil, ele teria se escondido em imóveis na cidade de São Paulo e obtido documentos falsos para si e para a esposa.

Segundo as investigações, os filhos do casal foram registrados em solo brasileiro com os nomes falsos dos pais. No país, Vicente era conhecido como Paulo da Costa Vitureira.

A prisão dele ocorreu após denúncias anônimas que apontavam um casal que guardava e vendia medicamentos de origem não comprovada, principalmente de emagrecimento. Durante a operação da Delegacia de Combate às Drogas (Decod), da Polícia Civil de Itajaí, foram apreendidos diversos medicamentos falsos e uma arma. O passaporte do suspeito também foi apreendido.

A polícia investiga como ele conseguiu obter documentos falsos no Brasil e se os medicamentos foram vendidos em outros estados, inclusive São Paulo. O caso segue em apuração.

O pedido ao STF ainda será analisado. A defesa de Vicente não se manifestou publicamente sobre o teor da decisão.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/defesa-evitar-extradicao-al-capone

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