UrgenteFavela do Moinho registra 96% de desocupação após um ano de reassentamento com moradias dignas

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São Paulo

Favela do Moinho registra 96% de desocupação após um ano de reassentamento com moradias dignas

Projeto liderado pelo Governo de São Paulo promoveu o reassentamento de mais de 800 famílias, oferecendo moradias adequadas e segurança, enquanto prepara requalificação urbana da região central da capital.

Dona Eunice, que morou 22 anos na Favela do Moinho, agora vive em moradia digna após reassentamento de 96% das famílias pelo Governo de SP. Foto: Divulgação/Governo de SP

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Redação
22 de abril de 202608:20
Atualizado há 3 horas às 08:20

O projeto de remoção e reassentamento da Favela do Moinho, localizada na região central de São Paulo, completa um ano em abril de 2026 com 96% da área desocupada. Mais de 800 famílias foram transferidas para novas residências que oferecem condições dignas e segurança, segundo informações do Governo do Estado.

Até o momento, foram realizadas 918 mudanças coordenadas pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A ação busca substituir as condições precárias e insalubres em que viviam os moradores, que enfrentavam riscos constantes devido à alta densidade populacional, proximidade com linhas férreas e vulnerabilidade a incêndios e violência, decorrente do crime organizado na localidade.

O governador Tarcísio de Freitas ressaltou que o objetivo principal foi garantir a segurança das famílias e proporcionar moradias definitivas com escritura, destacando que o projeto, antes considerado inviável por muitos, está próximo da conclusão da etapa de desocupação.

Além das mudanças residenciais, 72 indenizações foram pagas pela Prefeitura de São Paulo a comerciantes afetados, sendo que 22 desses também receberam apoio habitacional. Atualmente, 36 famílias ainda permanecem no local, aguardando atendimento da Caixa Econômica Federal para regularização financeira.

Com o reassentamento em fase final, a área da antiga favela será transformada em um parque urbano e contará com uma nova estação de trem, em uma iniciativa conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura para revitalizar o centro da capital.

O processo envolveu um detalhado mapeamento dos moradores, com atendimento individualizado e diálogo constante para assegurar a escolha da moradia. Um escritório de atendimento foi inaugurado em janeiro de 2025 próximo à comunidade, realizando cerca de 10 mil atendimentos em um ano.

O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, enfatizou que o projeto foi estruturado para respeitar a vontade dos moradores, destacando a participação ativa das famílias na escolha das novas residências.

As mudanças tiveram início em abril de 2025 e progrediram rapidamente, com a disponibilização de cerca de 1,5 mil unidades habitacionais, incluindo mais de mil localizadas na região central para aqueles que optaram por permanecer na área. As moradias são gratuitas para famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil, conforme parceria entre o Governo do Estado e o Ministério das Cidades.

Além disso, para famílias que escolheram imóveis ainda em construção, foram oferecidos caução inicial e auxílio-moradia até a entrega das chaves. A superintendente social da CDHU, Viviane Frost, destacou a organização e adesão dos moradores ao processo, que contou com agendamento, transporte e apoio logístico.

Moradores como Eunice Barbosa dos Santos, que viveu 22 anos na favela, expressaram satisfação com a mudança para residências mais seguras e confortáveis.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/apos-um-ano-favela-do-moinho-chega-a-96-de-desocupacao-com-moradia-digna-e-mais-seguranca-para-as-familias/

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