O número de roubos a farmácias na cidade de São Paulo apresentou uma redução significativa no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Entre janeiro e março deste ano, foram registrados 97 casos, representando uma queda de 41% em comparação ao mesmo período de 2023, quando ocorreram 165 assaltos.
Essa diminuição marca o terceiro ano consecutivo de queda nessa modalidade criminosa, reforçando a eficácia das estratégias adotadas pelas polícias Civil e Militar. Em 2024, os registros foram de 104 roubos, e no ano passado, 99 casos, consolidando um recuo constante.
O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, atribuiu o resultado à combinação entre a presença ostensiva nas áreas comerciais mais vulneráveis e o emprego de inteligência para identificar e desarticular grupos criminosos especializados. "A integração entre as forças, com compartilhamento de informações em tempo real, permitiu encurtar o ciclo entre a identificação e neutralização dos grupos, reduzindo a reincidência", afirmou.
Para ampliar a efetividade das ações, a Polícia Militar intensificou o patrulhamento especialmente nos horários de maior risco, enquanto a Polícia Civil focou na investigação para atingir não só os executores, mas também as estruturas organizadas por trás dos crimes.
O coronel Alexandre Vilariço destacou que o direcionamento do efetivo para áreas críticas, mapeadas pelo setor de inteligência, possibilita uma atuação mais rápida e eficaz, prevenindo novos delitos e aumentando as prisões em flagrante. Até o momento, 24 pessoas foram detidas e mais de 470 caixas de medicamentos apreendidas, demonstrando o reforço no combate a essa prática.
Entre os casos recentes, destaca-se a prisão de dois homens e apreensão de dois adolescentes na zona norte da capital, que tentavam fugir com 54 caixas de canetas emagrecedoras roubadas. Em outra ação, na zona sul, uma dupla foi detida com 60 unidades de canetas e ampolas de insulina avaliadas em R$ 22 mil, que foram devolvidas ao estabelecimento.
A Polícia Civil trabalha na instauração de inquéritos para responsabilizar os envolvidos e investigar a existência de organizações criminosas estruturadas, além de rastrear a comercialização ilegal dos medicamentos. A Operação Drugstore, realizada no 42º Distrito Policial, resultou na prisão de seis integrantes de um grupo que agia de forma organizada, com planejamento e divisão de tarefas.
O delegado Alexandre Bento ressaltou que a alta procura e o preço elevado dos medicamentos no mercado paralelo estimulam esse tipo de crime, que coloca em risco a segurança de funcionários e clientes. Por isso, a atuação intensa da polícia é fundamental para conter esses delitos.
Esses resultados refletem o compromisso das forças de segurança de São Paulo em promover um ambiente mais seguro para os comerciantes e consumidores, por meio de ações coordenadas, uso de inteligência e foco na repressão qualificada aos crimes contra o patrimônio.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/roubos-a-farmacias-caem-pelo-terceiro-ano-seguido-em-sao-paulo/


