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São Paulo

Participação cultural cai em São Paulo e cinema perde mais público, aponta Seade

Pesquisa da Fundação Seade mostra que a parcela de paulistas sem atividades culturais subiu de 20% para 26% entre 2018 e 2025, com queda mais acentuada nas salas de cinema.

Pesquisa da Fundação Seade aponta que a parcela de paulistas sem atividades culturais subiu de 20% para 26% entre 2018 e 2025, com destaque para a queda no público de cinema. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
31 de maio de 202612:06
Atualizado agora há pouco às 15:06

Uma pesquisa divulgada pela Fundação Seade revela que o hábito de frequentar atividades culturais diminuiu no estado de São Paulo nos últimos anos. O estudo, intitulado “Percepção da população sobre oferta, qualidade e uso dos serviços de cultura”, mostra que a proporção de pessoas que não participaram de nenhuma atividade cultural passou de 20% em 2018 para 26% em 2025.

O levantamento, realizado periodicamente desde 2018, tem como objetivo avaliar o consumo cultural dos paulistas e subsidiar políticas públicas na área. A cultura é um direito garantido pela Constituição, e os dados podem ajudar na formulação de estratégias para ampliar o acesso.

Entre os segmentos analisados, o cinema foi o que mais perdeu público. Apenas 35% dos residentes no estado foram a salas de exibição no último ano, percentual semelhante ao registrado durante a pandemia de Covid-19. Entre 2018 e 2019, esse índice era de 50%. A popularização dos serviços de streaming pode ter contribuído para essa queda.

Já a frequência a bibliotecas se manteve estável em 21% desde 2022, embora abaixo dos 29% observados em 2018. Museus continuam atraindo pouco mais de 30% da população, patamar que se mantém desde o início da série histórica. Espetáculos de música, dança, teatro e circo também não sofreram grandes variações: 47% dos paulistas participaram dessas atividades em 2025, ante 50% em 2018 e 2024.

A pesquisa aponta que fatores como renda, escolaridade e localização geográfica influenciam o acesso à cultura. Na capital paulista, 46% da população frequenta cinemas, contra apenas 30% no interior. Jovens de 18 a 29 anos são os mais assíduos (63%), enquanto idosos com 60 anos ou mais representam 25%. Quanto maior a renda familiar e o nível de escolaridade, maior a participação em atividades culturais.

Os dados do Seade reforçam a necessidade de políticas que democratizem o acesso à cultura, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros e entre grupos de menor renda. A pesquisa completa está disponível no site da fundação.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/cinemas-perdem-publico-show-continuam/

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