O governo do estado de São Paulo registrou, em 2025, o maior aporte financeiro da história no setor de saneamento básico. Foram aplicados R$ 15,2 bilhões pela Sabesp, montante 120% superior ao do ano anterior, que havia sido de R$ 6,9 bilhões. O avanço foi impulsionado pela desestatização da companhia, concluída em julho de 2024, com o objetivo de acelerar a universalização dos serviços de água e esgoto até 2029.
De acordo com o Plano Regional de Saneamento Básico, estão previstos investimentos totais de R$ 260 bilhões até 2060. Desse total, R$ 70 bilhões serão destinados até o fim da década para garantir que toda a população paulista tenha acesso a água potável, coleta e tratamento de esgoto.
Os reflexos desses investimentos na saúde pública são significativos. Um estudo do Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta que mais de 11 mil mortes anuais no país estão associadas a doenças relacionadas à falta de saneamento. A cada real aplicado no setor, estima-se uma economia de R$ 4 para o sistema de saúde.
A ampliação da infraestrutura sanitária reduz a circulação de vírus, bactérias e parasitas no ambiente, diminuindo a incidência de enfermidades de veiculação hídrica. Municípios com melhores índices de coleta e tratamento de esgoto apresentam taxas mais baixas dessas doenças, especialmente entre crianças e populações vulneráveis.
Entre as doenças que podem ser prevenidas está a diarreia aguda, responsável por cerca de 1,5 milhão de mortes no mundo por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Cerca de 80% dos casos estão ligados ao consumo de água contaminada ou à falta de esgoto adequado.
Outra enfermidade evitável é a hepatite A, infecção viral transmitida por água ou alimentos contaminados com fezes. O Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde destaca a forte relação da doença com condições precárias de saneamento. A expansão dos sistemas de esgoto é considerada uma das medidas mais eficazes para interromper sua transmissão.
Além do impacto direto na saúde, o saneamento básico também gera benefícios indiretos na educação e na produtividade, ao reduzir afastamentos por doenças e melhorar a qualidade de vida da população. As ações em andamento em São Paulo buscam não apenas cumprir metas de universalização, mas também promover um ambiente mais saudável para todos os cidadãos.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/120-mais-investimentos-em-sp-conheca-5-doencas-que-sao-prevenidas-com-a-expansao-do-saneamento-basico/


