A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) anunciou a inclusão dos parques estaduais urbanos no Programa Muralha Paulista, iniciativa do governo estadual que amplia a segurança por meio de monitoramento eletrônico e compartilhamento de informações. O anúncio foi feito na quarta-feira (10) durante a Semana do Meio Ambiente, no Parque Ecológico do Tietê, na zona leste de São Paulo.
O Parque Bruno Covas, localizado na capital, será a primeira unidade a receber as melhorias. Estão previstas 22 câmeras inteligentes em 19 pontos estratégicos, definidos após estudos técnicos conjuntos entre Semil, Secretaria da Segurança Pública (SSP) e EMAE. A instalação deve ser concluída em até 60 dias após a assinatura do contrato.
Os equipamentos serão integrados à rede do Muralha Paulista, permitindo o envio de imagens em tempo real, alertas e dados relevantes para as forças de segurança. As câmeras contam com tecnologia de monitoramento móvel e análise avançada de imagens, o que possibilita acompanhar fluxos de visitantes e áreas consideradas mais sensíveis dentro do parque.
Além das câmeras, a SSP disponibilizará dois drones para ações de fiscalização ambiental. Os equipamentos serão usados no monitoramento de parques estaduais e regiões com histórico de desmatamento, ampliando a capacidade de vigilância das equipes em campo.
De acordo com o subsecretário de Meio Ambiente da Semil, Jonatas Trindade, a integração representa um avanço na gestão desses espaços, unindo tecnologia e inteligência para proteger frequentadores e o patrimônio ambiental. O secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou que a medida reforça a presença do estado e a prevenção de crimes.
Após a implantação no Parque Bruno Covas, outras unidades serão avaliadas para receber o sistema. Entre elas estão a Chácara da Baronesa, no ABC Paulista; o Parque Jequitibá, em Cotia; o Parque Maria Cristina, na zona leste; e o Parque da Juventude, na zona norte da capital. A Semil ficará responsável pela infraestrutura necessária, como energia elétrica e conectividade.
O Muralha Paulista já opera com uma rede de câmeras interligadas que inclui leitores de placas, reconhecimento facial e monitoramento em tempo real. O sistema cruza informações com bancos de dados oficiais, como o Banco Nacional de Mandados de Prisão, e auxilia na localização de pessoas desaparecidas e veículos roubados.
Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/parques-estaduais-urbanos-de-sao-paulo-passam-a-integrar-o-programa-muralha-paulista/


