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São Paulo abriga 86% dos municípios brasileiros mais próximos do saneamento universal

Levantamento da ABES coloca 81 cidades paulistas entre as 94 mais bem avaliadas no ranking de universalização do saneamento básico, com seis delas atingindo pontuação máxima.

Imagem ilustrativa de saneamento básico. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
12 de junho de 202610:51
Atualizado agora há pouco às 13:51

O estado de São Paulo concentra a grande maioria dos municípios brasileiros que mais avançaram em direção à universalização do saneamento básico. De acordo com o Ranking ABES da Universalização do Saneamento 2026, divulgado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, 81 das 94 cidades classificadas na categoria mais elevada do estudo são paulistas.

O levantamento analisou 2.558 municípios, que representam cerca de 80% da população nacional e incluem todas as 27 capitais. Os dados utilizados são de 2024, extraídos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (SINISA). A categoria denominada “Rumo à universalização” reúne os municípios com nota igual ou superior a 489 pontos, em uma escala de até 500.

Nacionalmente, apenas 3,76% dos municípios avaliados alcançaram esse patamar. Além de São Paulo, os estados do Paraná (8 cidades), Minas Gerais (3), Santa Catarina (1) e Goiás (1) também figuram na lista. Entre os municípios paulistas, seis obtiveram a pontuação máxima de 500 pontos: Leme, Jales, Santópolis do Aguapeí, Paranapuã, Cardoso e Gastão Vidigal. Com exceção de Leme, todos são atendidos pela Sabesp.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, destacou que os investimentos recordes realizados no estado estão gerando resultados concretos. Segundo ela, a antecipação da meta de universalização de 2033 para 2029 — quatro anos antes do prazo do Marco Legal do Saneamento — é fruto de planejamento e eficiência. A desestatização da Sabesp, concluída em 2024, foi um dos fatores que permitiu ampliar os recursos destinados ao setor.

No total, 599 municípios paulistas foram avaliados pelo ranking. Mais da metade deles está nas duas faixas superiores de classificação, e nenhum foi enquadrado no pior nível. Entre as cidades de grande porte que atingiram a categoria de excelência estão Santa Bárbara d’Oeste, Presidente Prudente, Assis, Birigui, Franca, Barretos, Salto, Hortolândia, Araçatuba, Piracicaba, Catanduva, Indaiatuba e Botucatu.

A capital paulista ficou na segunda faixa do ranking, chamada “Compromisso com a universalização”, com 465,56 pontos. O estudo considera cinco indicadores para calcular as notas: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, perdas de água e eficiência energética. Cada indicador vale até 100 pontos, e a soma define a posição do município.

O ranking mede a distância de cada cidade em relação às metas do Marco Legal do Saneamento, que prevê 99% da população com acesso a água tratada e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033. Com a aceleração promovida pelo governo paulista, a expectativa é que o estado atinja esses índices quatro anos antes do prazo nacional.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/com-investimentos-recordes-estudo-mostra-sao-paulo-com-86-das-cidades-mais-avancadas-em-saneamento-basico-do-brasil/

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