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São Paulo

CDHU calcula emissões de carbono em 1.845 moradias de oito cidades paulistas

Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano monitora gases de efeito estufa em obras habitacionais e publica relatório de sustentabilidade.

Obras habitacionais da CDHU em oito cidades paulistas têm emissões de carbono monitoradas pela companhia. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
18 de junho de 202613:30
Atualizado agora há pouco às 16:30

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) divulgou, neste mês, o Relatório Anual de Sustentabilidade, Administração e Carta de Governança 2025, que traz os primeiros resultados do monitoramento de emissões de gases de efeito estufa (GEE) em empreendimentos habitacionais sob sua responsabilidade. O levantamento abrangeu nove obras, totalizando 1.845 unidades habitacionais distribuídas por oito municípios do estado de São Paulo.

Para realizar o cálculo das emissões, a CDHU utilizou a ferramenta Calculadora CECarbon, que permite mensurar e comparar o desempenho ambiental das construções. O objetivo é incorporar critérios relacionados ao impacto climático no planejamento e na execução dos projetos habitacionais, além de criar uma base de dados para futuras estratégias de mitigação.

A iniciativa contou com uma parceria firmada em 2025 entre a CDHU e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). O acordo incluiu treinamentos e encontros técnicos voltados às equipes da companhia e às empresas gerenciadoras das obras, com foco na padronização da coleta de dados e na qualificação dos relatórios de emissões.

O monitoramento seguiu três categorias reconhecidas internacionalmente: Escopo 1, que considera as emissões diretas, principalmente pelo consumo de combustíveis nos canteiros; Escopo 2, relativo às emissões indiretas pelo uso de energia elétrica; e Escopo 3, que abrange emissões indiretas da cadeia de suprimentos, como materiais de construção, transporte, resíduos e serviços terceirizados.

De acordo com o relatório, o Escopo 3 concentrou o maior volume de emissões, ultrapassando 63 mil toneladas de CO₂ equivalente. Esse resultado está associado à grande quantidade de materiais empregados nas obras, à logística de transporte e à contratação de serviços terceirizados. Já os Escopos 1 e 2 somaram, respectivamente, 1,8 mil e 1,4 mil toneladas de CO₂.

A CDHU informou que, com esses dados, pretende ampliar a capacidade de planejamento e comparação de desempenho entre os empreendimentos. Para 2026, a expectativa é incluir novas obras no monitoramento, consolidando a metodologia como ferramenta de gestão ambiental no setor habitacional público.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/cdhu-monitora-emissao-de-carbono-em-obras-habitacionais-de-oito-cidades-paulistas/

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