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São Paulo

Justiça penhora parte do aluguel de hospital usado em filmagens sobre Bolsonaro

A Go Up Entertainment, produtora do filme 'Dark Horse', teve que depositar em juízo R$ 46,1 mil referentes à segunda parcela do aluguel do Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo, que serviu de locação para as gravações.

Foto: Reprodução

Raphael Nogueira Felix
24 de junho de 202602:18
Atualizado agora há pouco às 05:18

A produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme 'Dark Horse', que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi obrigada pela Justiça a depositar R$ 46,1 mil em uma conta judicial. O valor corresponde a parte do aluguel do Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo, utilizado como cenário para as gravações do longa-metragem.

O contrato de locação, firmado em setembro de 2025, totalizou R$ 92,2 mil e previa 46 dias de uso do espaço hospitalar, entre 24 de setembro e 2 de dezembro daquele ano. A primeira parcela foi paga diretamente ao proprietário do imóvel, mas a segunda acabou sendo alvo de penhora devido a uma dívida do hospital com um advogado, no valor de R$ 895 milhões, em execução judicial.

A decisão de penhora partiu da juíza Samira de Castro Lorena, da 4ª Vara Cível de Jabaquara. Em novembro de 2025, ela determinou que a produtora depositasse o montante em conta vinculada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), sob pena de desobediência. O depósito foi efetuado em 2 de dezembro, e em fevereiro deste ano o credor pediu acesso aos recursos.

Durante o cumprimento da ordem, um oficial de Justiça foi ao hospital para levantar bens penhoráveis e encontrou a equipe da Go Up no local. Com a ajuda dos funcionários da produtora, foi possível individualizar os equipamentos e garantir que apenas os bens do hospital fossem constritos. O contrato de locação também foi arrestado.

O hospital serviu de cenário para recriar o ambiente onde Bolsonaro foi internado após sofrer uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 2018. Para isso, a produtora adaptou um dos andares como um hotel cenográfico, com carpetes, pinturas e remoção de corrimãos, enquanto a recepção foi transformada para simular a entrada da Santa Casa de Juiz de Fora.

Além das áreas de UTI, posto de enfermagem e salas de espera, as filmagens também ocorreram em outros ambientes do hospital. O acordo firmado entre as partes concedeu à Go Up, de forma irrevogável e perpétua, os direitos de imagem e autorais relacionados ao imóvel e seu mobiliário capturados durante as gravações.

O caso levanta questões sobre a relação entre produções cinematográficas e dívidas de terceiros, mostrando como contratos de locação podem ser afetados por pendências judiciais de proprietários. Até o momento, a Go Up Entertainment não se manifestou publicamente sobre o assunto.

Fonte de referência: www.metropoles.com — https://www.metropoles.com/sao-paulo/aluguel-hospital-dark-horse

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