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São Paulo

Mata Atlântica paulista bate recorde de registros de fauna em áreas de conservação

Monitoramento da Fundação Florestal contabilizou mais de 116 mil registros de animais silvestres em unidades de conservação, com destaque para espécies ameaçadas como onça-pintada e muriqui-do-sul.

A onça-pintada, espécie ameaçada, foi um dos destaques do monitoramento da Fundação Florestal na Mata Atlântica paulista, que registrou mais de 116 mil animais silvestres em unidades de conservação. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
24 de junho de 202615:48
Atualizado agora há pouco às 18:48

A Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), registrou um recorde de avistamentos de fauna silvestre na Mata Atlântica paulista. O programa Monitora Bio SP contabilizou mais de 116 mil registros individuais de animais em unidades de conservação administradas pela fundação, número que supera os levantamentos anteriores.

Segundo a fundação, os dados indicam a presença contínua de espécies sensíveis à fragmentação florestal, como onça-pintada, anta, muriqui-do-sul, bugios e queixadas. A permanência simultânea desses animais em uma mesma paisagem é considerada rara no bioma e aponta para a integridade ecológica das áreas protegidas.

O Monitora Bio SP, lançado em 2022, reúne informações sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e do Cerrado paulista. A plataforma já conta com mais de 123 mil registros independentes de fauna, subsidiando a atualização da Lista Estadual de Espécies Ameaçadas e os Planos de Ação Nacional (PANs).

Entre os destaques do levantamento, o muriqui-do-sul, maior primata das Américas, teve 253 avistamentos e 1.340 indivíduos monitorados entre 2023 e 2026, com evidências de ocupação contínua no Vale do Ribeira e na Serra do Mar. As queixadas passaram de 4,4 mil registros em 2023 para mais de 16 mil em 2025, enquanto as antas ultrapassaram 14 mil registros no mesmo período.

A onça-pintada, espécie símbolo da conservação brasileira, alcançou mais de 700 registros individuais nas áreas monitoradas. Esses números refletem a eficácia dos corredores ecológicos mantidos pelas unidades de conservação, que permitem o deslocamento e a reprodução da fauna.

O Governo de São Paulo também reduziu em 29% o desmatamento da Mata Atlântica entre 2024 e 2025, segundo o Atlas da Mata Atlântica, produzido pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o INPE. O estado passou de 49 hectares desmatados para 35 hectares, mantendo zerada a perda de áreas de mangue e restinga.

A rede de unidades de conservação administradas pela Fundação Florestal conta com 157 áreas, que correspondem a cerca de 20% do território paulista, somando quase 5 milhões de hectares. Essas áreas concentram grande parte dos remanescentes de Mata Atlântica do estado.

Para a diretora de biodiversidade da Fundação Florestal, Andrea Pires, o monitoramento contínuo permite entender a distribuição das espécies ameaçadas e a eficiência das estratégias de conservação. Já o diretor-executivo Rodrigo Levkovicz destacou que São Paulo possui uma das estruturas de conservação mais relevantes do país, integrando proteção territorial, monitoramento científico e gestão ambiental.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/com-fortalecimento-da-conservacao-ambiental-pelo-governo-de-sp-mata-atlantica-tem-recorde-de-registros-de-fauna-em-areas-protegidas/

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