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São Paulo

Tratamento de esgoto na capital paulista sobe de 86% para 94% e se aproxima da universalização

A cidade de São Paulo elevou o índice de tratamento de esgoto de 86% para 94,1% entre 2024 e 2026, com investimentos após a desestatização da Sabesp.

A cidade de São Paulo elevou o índice de tratamento de esgoto de 86% para 94,1% entre 2024 e 2026, com investimentos após a desestatização da Sabesp. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
24 de junho de 202610:18
Atualizado agora há pouco às 13:18

A capital paulista registrou um avanço significativo no tratamento de esgoto nos últimos dois anos. Dados da Sabesp indicam que o índice de economias conectadas ao sistema de tratamento saltou de 86% em 2024 para 94,1% em 2026, aproximando a cidade da meta de universalização do serviço.

O crescimento foi impulsionado pelo aumento de 120% nos investimentos da companhia após o processo de desestatização concluído em 2024 pelo Governo de São Paulo. A meta estabelecida é alcançar 99% de tratamento de esgoto, antecipando em quatro anos o prazo previsto pelo Novo Marco Legal do Saneamento.

Atualmente, a capital já atingiu a universalização na distribuição de água (99,98%) e na coleta de esgoto (99,26%), conforme dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa). O desafio agora é ampliar o tratamento para áreas rurais e comunidades irregulares, que estão sendo mapeadas por um censo iniciado em 2025.

A expansão do saneamento básico traz benefícios diretos à população. A redução do despejo irregular em córregos e rios contribui para a diminuição de doenças, melhora a saúde pública e reduz afastamentos escolares, além de fomentar o desenvolvimento social em regiões historicamente vulneráveis.

Uma pesquisa da MIT Technology Review, baseada no caso da Sabesp em São Paulo, aponta que a universalização do saneamento tem impacto no desenvolvimento social, econômico e ambiental. O estudo estima que os investimentos da companhia podem influenciar o PIB brasileiro até 2060 e gerar cerca de 4,6 milhões de empregos.

Entre as obras que contribuíram para o avanço está a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Perus, na zona norte. A primeira etapa da estação entrou em operação com capacidade para tratar 170 litros de esgoto por segundo, beneficiando aproximadamente 250 mil pessoas. O investimento inicial foi de R$ 99,5 milhões, parte de um total de R$ 221 milhões previstos para a implantação completa.

A ETE Perus atende diretamente moradores dos bairros Perus, Jardim Adelfiore, Jardim Britânia, Vila Fanton e Vila Perus. Foram instalados 17 quilômetros de estruturas de esgotamento sanitário, além de três estações elevatórias. A segunda etapa, com sistema de tratamento avançado, está prevista para o último trimestre de 2026.

Outra iniciativa importante ocorre na zona sul, onde a segunda maior comunidade da capital recebe a instalação do coletor principal de esgoto. A obra deve beneficiar cerca de 87 mil pessoas e está prevista para ser concluída em maio de 2027, contribuindo para a melhoria das águas do Córrego Antonico.

Fonte de referência: Agência SP — https://www.agenciasp.sp.gov.br/cidade-sp-86-para-94-no-tratamento-esgoto/

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