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São Paulo

Vereador petista preso por suposto vínculo com PCC possui sítio de alto padrão em Minas Gerais

Senival Moura (PT), preso na última semana, é investigado por lavagem de dinheiro para facção criminosa. Imóvel em Extrema (MG) foi declarado por R$ 200 mil, mas polícia considera de elevado padrão.

Ilustração/Metrópoles

Raphael Nogueira Felix
30 de junho de 202603:14
Atualizado agora há pouco às 06:14

A Polícia Civil de São Paulo aponta que o vereador Senival Moura (PT), preso na última quinta-feira (25), possui um sítio de alto padrão na cidade mineira de Extrema. O imóvel, avaliado pela corporação como de elevado padrão, foi adquirido há cerca de 20 anos, mas sua declaração à Justiça Eleitoral em 2024 foi de apenas R$ 200 mil, como terreno rural.

Senival Moura é acusado de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio da Transunião, empresa de ônibus que opera 50 linhas na capital paulista. A concessão foi alvo de intervenção da prefeitura de São Paulo na última semana.

O parlamentar foi detido em um apartamento no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, avaliado entre R$ 1,6 milhão e R$ 2,8 milhões. Na declaração eleitoral de 2024, ele informou ter adquirido o imóvel por R$ 820 mil, enquanto a defesa alega que a compra foi feita na planta por cerca de R$ 600 mil, com pagamento parcelado.

Investigações da Polícia Civil indicam que o patrimônio de Senival Moura, incluindo o sítio em Extrema e outros imóveis, totaliza ao menos R$ 3,6 milhões. Esse valor é incompatível com o salário de vereador, de aproximadamente R$ 26 mil mensais, segundo os investigadores.

Mensagens obtidas pela polícia mencionam valores acertados com o “presidente” em “Extrema”, apelido que, segundo a corporação, se refere ao vereador. A defesa de Senival Moura afirma que o sítio foi comprado há duas décadas e que a residência foi construída de forma gradual e fracionada ao longo dos anos, sem que a atualização patrimonial tivesse sido refletida na declaração eleitoral.

Além do apartamento milionário e do sítio, a polícia identificou outros imóveis que não seriam compatíveis com a renda do parlamentar. Um apartamento sobre o qual Senival é cobrado pela prefeitura por IPTU atrasado, e no qual alega não ter condições de pagar as custas processuais, não foi contabilizado no montante por falta de avaliação oficial.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/petista-preso-sp-pcc-sitio-mg

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