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São Paulo

Nível do Cantareira cai abaixo de 40% e governo paulista pede economia de água

O Sistema Cantareira, principal manancial da Região Metropolitana de São Paulo, fechou junho com 39,87% da capacidade, levando o governo a reforçar o apelo por uso racional da água.

O Sistema Cantareira, principal manancial da Região Metropolitana de São Paulo, opera com 39,87% da capacidade. Governo paulista reforça apelo por uso racional da água. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
1 de julho de 202616:59
Atualizado agora há pouco às 19:59

O governo do estado de São Paulo voltou a pedir que a população evite o desperdício de água durante o período de estiagem, que segue até outubro. O alerta foi intensificado após o Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana, registrar volume abaixo de 40% no fim de junho.

De acordo com dados oficiais, no último dia útil do mês passado o manancial marcava 39,87% da capacidade total. Com isso, a Sabesp foi autorizada a captar no máximo 27 metros cúbicos por segundo das represas que compõem o sistema, ante os 31 metros cúbicos permitidos quando o nível está acima de 40%.

A redução na captação faz parte das regras definidas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo órgão estadual SP Águas para garantir a segurança hídrica durante a estiagem. A medida não deve afetar o abastecimento das residências, já que a companhia pode complementar a oferta com água de outras fontes, como a transposição do reservatório da usina hidrelétrica Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul.

Ainda assim, o governo ressalta que é essencial que cada cidadão adote práticas de consumo consciente. O banho, por exemplo, é apontado como o principal vilão: um banho de 15 minutos consome até 150 litros de água, o que representa 13,5 mil litros por mês em uma família de três pessoas.

Em agosto de 2025, o estado já havia implementado a gestão da pressão noturna na rede de distribuição, reduzindo a vazão entre 19h e 5h. A medida gerou economia de 160 bilhões de litros de água na Região Metropolitana, volume suficiente para abastecer 28 milhões de pessoas por um mês.

Apesar dos ganhos, a seca prolongada exige esforço adicional. O período de estiagem na região sudeste vai de junho a outubro, e a tendência é que os reservatórios continuem caindo até a volta das chuvas, em novembro. Por isso, o governo paulista reforça a importância de evitar desperdícios em todas as atividades do dia a dia.

Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/governo-de-sao-paulo-reforca-pedido-para-economia-de-agua-durante-periodo-de-estiagem-de-chuvas

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