A Polícia Militar de São Paulo informou que o homem morto durante uma troca de tiros em Guaianases, na zona leste da capital, não tem relação com o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota. O oficial foi baleado na cabeça enquanto aguardava o semáforo abrir em São Caetano do Sul, no último sábado (27/6).
Equipes da PM receberam uma denúncia sobre a possível participação do suspeito no crime contra o tenente. Durante a abordagem, o homem teria atirado contra os policiais, que revidaram. Ele foi ferido e socorrido a uma unidade de saúde, mas não resistiu.
A corporação esclareceu, nesta quinta-feira (2/7), que não atribui ao homem a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o tenente Pimentel. A investigação sobre o ataque ao oficial segue em andamento pela Polícia Judiciária.
O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial no 68º Distrito Policial e está sob investigação. A PM não forneceu mais detalhes sobre o confronto ou a identidade do suspeito.
O tenente Ronickson Pimentel, de 39 anos, permanece internado em estado grave. Ele foi baleado na nuca enquanto pilotava uma moto na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Imagens de câmeras de segurança mostram dois criminosos em outra motocicleta se aproximando e o garupa atirando à queima-roupa.
As autoridades afirmam que o ataque foi premeditado. Câmeras flagraram os suspeitos acompanhando a movimentação do oficial antes do crime. A motivação ainda é desconhecida, e nenhuma hipótese foi descartada.
O policial é irmão de Eloá Pimentel, vítima de um crime que chocou o país em 2008. Ela foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado e assassinada após mais de 100 horas de sequestro.
A PM divulgou que o tenente está recebendo medidas adicionais de suporte e que a equipe médica reavalia diariamente as condutas em conjunto com a neurocirurgia. Não há previsão de alta.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/pm-descarta-ligacao-de-suspeito-morto-com-atentado-a-tenente-da-rota


