UrgenteRede de acolhimento a mulheres vítimas de violência em SP tem alta de 80% desde 2022
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São Paulo

Rede de acolhimento a mulheres vítimas de violência em SP tem alta de 80% desde 2022

Número de espaços de atendimento especializado passou de 202 para 364, impulsionado por salas em delegacias comuns.

Salas de acolhimento em delegacias comuns impulsionam aumento de 80% na rede de atendimento a mulheres vítimas de violência em SP. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
2 de julho de 202616:19
Atualizado agora há pouco às 19:19

A estrutura de atendimento policial voltada a mulheres em situação de violência no estado de São Paulo registrou um crescimento de 80% nos últimos quatro anos. Dados oficiais indicam que a rede, que em 2022 contava com 202 espaços, hoje soma 364 unidades, entre delegacias especializadas e salas de acolhimento instaladas em plantões policiais comuns.

O avanço foi puxado principalmente pelas chamadas Salas DDM, ambientes criados dentro de delegacias tradicionais para receber vítimas de violência de gênero. Esses espaços mais que triplicaram no período, saltando de 62 para 220. Por meio de videoconferência, a vítima é atendida por policiais treinados, podendo registrar a ocorrência e solicitar medidas protetivas no posto mais próximo de sua residência.

Além das salas, o estado mantém 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), quatro a mais do que em 2022. As novas unidades foram abertas em Paulínia, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha e Atibaia. Desse total, 19 funcionam ininterruptamente: sete na capital, duas na Grande São Paulo e dez no interior.

O reforço na rede física é acompanhado por ferramentas digitais. O aplicativo SP Mulher Segura, disponível para celulares, permite acionar a polícia e registrar ocorrências à distância. Até junho de 2026, a plataforma contava com 73,2 mil usuárias ativas e registrava 17,9 mil acionamentos do botão do pânico – uma média de quase um por hora. Quando o recurso é ativado, o sistema gera uma ocorrência no Centro de Operações da Polícia Militar, que envia uma viatura com base na localização da solicitante.

Outra frente de proteção é o monitoramento eletrônico de agressores por tornozeleira, iniciado em setembro de 2023 em parceria com o Tribunal de Justiça. Desde então, mais de 1,2 mil homens com medidas protetivas passaram pelo programa, resultando em 136 prisões por descumprimento das restrições judiciais.

O governo estadual também anunciou, em maio deste ano, o pacote “SP por Todas Mais Seguras”, que integra ações de diferentes secretarias. A iniciativa foi divulgada logo após a nomeação da primeira mulher para o comando-geral da Polícia Militar paulista, a coronel Glauce Anselmo Cavalli.

Para o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a ampliação da rede aproxima o serviço da população e estimula a denúncia, considerada o primeiro passo para romper o ciclo da violência. “Nosso compromisso é garantir que toda mulher saiba que não está sozinha e tenha acesso rápido aos serviços de proteção”, afirmou.

As ações de enfrentamento à violência de gênero em São Paulo são coordenadas pela Secretaria de Políticas para a Mulher, em articulação com as forças de segurança e outras pastas. O movimento “SP por Todas”, lançado em março de 2024, reúne iniciativas nas áreas de segurança, saúde, autonomia econômica e acolhimento.

Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/rede-de-protecao-a-mulher-em-delegacias-cresce-80-em-sp-desde-2022

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