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São Paulo

Bombeiros paulistas aplicam protocolo internacional em resgate na Venezuela

Equipe de mais de 30 bombeiros de São Paulo atua em áreas devastadas por terremoto na Venezuela, seguindo metodologia da INSARAG e com apoio de cães farejadores.

Bombeiros paulistas aplicam protocolo internacional INSARAG em resgate na Venezuela, com apoio de cães farejadores. Foto: Agência SP

Raphael Nogueira Felix
3 de julho de 202611:19
Atualizado agora há pouco às 14:19

Uma equipe de 27 bombeiros do Corpo de Bombeiros de São Paulo, além de dois médicos militares e integrantes da Defesa Civil, está mobilizada na Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate após o terremoto que atingiu o país. Os profissionais atuam principalmente nos municípios de Maracay e Turmero, na região central do estado de Aragua, onde o cenário é de edificações colapsadas e infraestrutura comprometida.

O trabalho segue a metodologia da International Search and Rescue Advisory Group (INSARAG), referência mundial em operações de desastres. Os bombeiros paulistas aplicam protocolos padronizados de avaliação de riscos, classificação de edificações e coordenação entre equipes de diferentes nacionalidades, o que torna as buscas mais rápidas e seguras.

A primeira parte do grupo chegou à Venezuela na última sexta-feira (26), com 11 bombeiros, dois médicos e um agente da Defesa Civil. O segundo time, com 16 bombeiros e mais um integrante da Defesa Civil, desembarcou no domingo (28). Desde então, as equipes atuam nas fases ASR 2 (Avaliação de Setor) e ASR 3 (Busca e Resgate Rápido).

Na fase de avaliação, os militares fazem uma análise rápida das áreas atingidas para identificar riscos estruturais e definir prioridades. Já na fase de busca e resgate, eles entram em estruturas danificadas para localizar vítimas e realizar resgates em locais acessíveis. Cães farejadores auxiliam na localização de pessoas sob os escombros, concentrando os esforços nos pontos com maior chance de sucesso.

Segundo a capitão Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros paulista, a preparação constante dos profissionais é um diferencial. Ela destacou que a formação técnica alinhada aos protocolos internacionais permite uma atuação segura e eficiente em cenários complexos. Os cães de busca, segundo ela, são fundamentais para indicar possíveis locais com vítimas sob os escombros.

A líder da equipe paulista na missão, major Daniela Santos Oliveira, ressaltou que toda a operação foi planejada para funcionar de forma independente. Ela explicou que a equipe montou sua própria base, com alimentos e equipamentos, para não sobrecarregar a estrutura local que já enfrenta os efeitos da tragédia. A autossuficiência, segundo a major, é essencial para o sucesso da missão.

O terremoto na Venezuela causou destruição significativa em várias cidades, e equipes de diferentes países têm colaborado nos trabalhos de resgate. A atuação dos bombeiros paulistas é parte de um esforço internacional coordenado, seguindo os padrões da INSARAG, que prevê procedimentos que vão desde a avaliação inicial até o resgate em estruturas colapsadas.

A Defesa Civil de São Paulo também acompanha a operação e, em ações paralelas, já vistoriou hospitais interditados na região para liberar o retorno dos atendimentos. O governo paulista mantém equipes de prontidão para eventual necessidade de reforço.

Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/treinamento-bombeiros-venezuela

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