Uma equipe de 27 bombeiros do Corpo de Bombeiros de São Paulo, além de dois médicos militares e integrantes da Defesa Civil, está mobilizada na Venezuela para auxiliar nas operações de busca e resgate após o terremoto que atingiu o país. Os profissionais atuam principalmente nos municípios de Maracay e Turmero, na região central do estado de Aragua, onde o cenário é de edificações colapsadas e infraestrutura comprometida.
O trabalho segue a metodologia da International Search and Rescue Advisory Group (INSARAG), referência mundial em operações de desastres. Os bombeiros paulistas aplicam protocolos padronizados de avaliação de riscos, classificação de edificações e coordenação entre equipes de diferentes nacionalidades, o que torna as buscas mais rápidas e seguras.
A primeira parte do grupo chegou à Venezuela na última sexta-feira (26), com 11 bombeiros, dois médicos e um agente da Defesa Civil. O segundo time, com 16 bombeiros e mais um integrante da Defesa Civil, desembarcou no domingo (28). Desde então, as equipes atuam nas fases ASR 2 (Avaliação de Setor) e ASR 3 (Busca e Resgate Rápido).
Na fase de avaliação, os militares fazem uma análise rápida das áreas atingidas para identificar riscos estruturais e definir prioridades. Já na fase de busca e resgate, eles entram em estruturas danificadas para localizar vítimas e realizar resgates em locais acessíveis. Cães farejadores auxiliam na localização de pessoas sob os escombros, concentrando os esforços nos pontos com maior chance de sucesso.
Segundo a capitão Karoline Burunsizian, porta-voz do Corpo de Bombeiros paulista, a preparação constante dos profissionais é um diferencial. Ela destacou que a formação técnica alinhada aos protocolos internacionais permite uma atuação segura e eficiente em cenários complexos. Os cães de busca, segundo ela, são fundamentais para indicar possíveis locais com vítimas sob os escombros.
A líder da equipe paulista na missão, major Daniela Santos Oliveira, ressaltou que toda a operação foi planejada para funcionar de forma independente. Ela explicou que a equipe montou sua própria base, com alimentos e equipamentos, para não sobrecarregar a estrutura local que já enfrenta os efeitos da tragédia. A autossuficiência, segundo a major, é essencial para o sucesso da missão.
O terremoto na Venezuela causou destruição significativa em várias cidades, e equipes de diferentes países têm colaborado nos trabalhos de resgate. A atuação dos bombeiros paulistas é parte de um esforço internacional coordenado, seguindo os padrões da INSARAG, que prevê procedimentos que vão desde a avaliação inicial até o resgate em estruturas colapsadas.
A Defesa Civil de São Paulo também acompanha a operação e, em ações paralelas, já vistoriou hospitais interditados na região para liberar o retorno dos atendimentos. O governo paulista mantém equipes de prontidão para eventual necessidade de reforço.
Fonte de referência: Agência SP — https://agenciasp.sp.gov.br/treinamento-bombeiros-venezuela


