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São Paulo

Defesa de brasileiro sancionado pelos EUA e procurado pela PF alega desconhecimento da decisão judicial

Victor Shimada, sancionado pelos EUA por suposto vínculo com o PCC, é alvo da Operação Exchange da PF. A defesa afirma que não teve acesso aos autos.

Victor Shimada, sancionado pelos EUA por suposto vínculo com o PCC, é alvo da Operação Exchange da PF. Defesa alega desconhecimento da decisão judicial. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
3 de julho de 202608:19
Atualizado agora há pouco às 11:19

A defesa de Victor Henrique de Oliveira Shimada, um dos brasileiros sancionados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na última quarta-feira (1º/7), informou que seu cliente não teve acesso à decisão judicial que embasa o pedido de prisão temporária contra ele. Shimada é alvo da Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (3/7), e é considerado foragido.

Em nota enviada ao Metrópoles, o advogado Yuri Cruz, que representa Shimada, afirmou que qualquer manifestação sobre os fatos seria precipitada. Segundo o defensor, tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas cabíveis.

Além de Shimada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira também é alvo da mesma operação e foi sancionada pelo governo norte-americano. Ela foi presa na manhã desta sexta-feira em São Paulo. As autoridades a apontam como intermediária para a coleta de grandes quantias em dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A Operação Exchange tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Mais de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária nas cidades de São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. As ordens foram expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

De acordo com a PF, os investigados utilizavam um sistema estruturado para movimentar recursos por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e jurídicas.

Victor Shimada é sócio de uma empresa investigada por envolvimento em escândalo no Corinthians. O Departamento do Tesouro dos EUA o descreve como “elo fundamental” com agentes do PCC, apontando que ele teria lavado mais de US$ 30 milhões em diversas cidades americanas.

As sanções aplicadas na quarta-feira incluem também três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa supostamente ligadas ao PCC: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda e Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda (Portugal).

Com a decisão americana, todos os bens e ativos pertencentes aos alvos nos Estados Unidos ficam bloqueados, e cidadãos e empresas norte-americanas estão proibidos de fazer negócios com eles. Instituições financeiras estrangeiras que continuarem a realizar transações com os sancionados ficam sujeitas a sanções secundárias.

Foto da matéria
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Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/defesa-sancionado-eua-pf-manifesta

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