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São Paulo

Promotor do MPSP nega vínculo entre empresário sancionado por Trump e o PCC

Lincoln Gakiya, responsável por investigações contra o PCC, afirmou que o Ministério Público de São Paulo não possui provas que liguem Victor Shimada à facção criminosa.

Lincoln Gakiya, promotor do MPSP, nega vínculo entre empresário sancionado por Trump e o PCC. Foto: metropoles.com

Raphael Nogueira Felix
3 de julho de 202612:59
Atualizado agora há pouco às 15:59

O promotor Lincoln Gakiya, principal autoridade do Ministério Público de São Paulo (MPSP) nas investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC), descartou que o órgão tenha informações que relacionem o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada à facção criminosa. Shimada foi sancionado pelo governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, sob a acusação de atuar como elo financeiro do PCC e lavar mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 165 milhões) em cidades norte-americanas.

De acordo com Gakiya, eventuais provas reunidas por agências dos Estados Unidos, como o FBI ou o Departamento de Estado, sobre a suposta ligação ainda não foram compartilhadas com o MPSP. O promotor afirmou que a própria Polícia Federal brasileira teria sido surpreendida pela informação divulgada pelas autoridades norte-americanas.

Nas investigações brasileiras, Shimada aparece como doleiro suspeito de lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, mas não como integrante ou operador específico do PCC. A Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal nesta manhã, visa desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Shimada permanece foragido.

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada pelas autoridades norte-americanas como intermediária e parente de Shimada, foi presa pela PF nesta sexta-feira. Ela é descrita como responsável pela coleta de grandes quantias em dinheiro.

Análises preliminares identificaram movimentações superiores a R$ 10 bilhões entre os investigados. A Justiça determinou o bloqueio e sequestro de bens, valores e criptoativos de até R$ 10,4 bilhões. O grupo utilizava transferências de criptoativos, transporte de dinheiro em espécie, operações bancárias de alto valor e repasses entre pessoas físicas e empresas para ocultar recursos ilícitos.

Gakiya investiga o PCC há mais de duas décadas e participou de principais apurações contra a cúpula da organização. Jurado de morte pela facção, ele vive sob escolta e já foi alvo de planos de sequestro e assassinato.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/promotor-que-investiga-pcc-descarta-elo-entre-alvo-de-trump-e-faccao

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