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São Paulo

Justiça de SP determina soltura de mulher sancionada pelos EUA por ligação com o PCC

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa na Operação Exchange, deve ser liberada após Justiça não converter prisão temporária em preventiva.

Justiça de SP determina soltura de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa na Operação ExchangeFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
7 de julho de 202620:59
Atualizado agora há pouco às 23:59

A Justiça de São Paulo decidiu não converter em preventiva a prisão temporária de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa na última sexta-feira (3/7) durante a Operação Exchange, da Polícia Federal. Com isso, ela deve ser solta nesta terça-feira (7/7). A informação foi divulgada pelo Metrópoles.

Stella é uma das pessoas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos na semana passada, acusada de ter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi descrita pelo Departamento do Tesouro dos EUA como 'parente' de Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como 'elo fundamental' entre a facção e a rede de lavagem de dinheiro.

De acordo com as autoridades americanas, Stella atuava como 'secretária' e 'intermediária' na coleta de grandes quantias em dinheiro, além de fornecer 'serviços logísticos essenciais' para a lavagem de recursos. A investigação aponta que o grupo utilizava criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor para movimentar os valores.

A Operação Exchange foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Mais de 50 policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária em cidades como São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A defesa de Stella afirmou, em nota, que recebe a decisão com 'respeito e serenidade' e que confia na demonstração da inocência da cliente ao longo da investigação.

Além de Stella, outras pessoas e empresas foram sancionadas pelos EUA, incluindo Victor Shimada, sócio de uma empresa investigada por envolvimento em um escândalo no Corinthians. Segundo o Departamento do Tesouro, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em cidades americanas.

As sanções americanas ocorreram em um contexto de endurecimento contra o crime organizado brasileiro. Em junho, o governo Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, alterando o status jurídico das facções perante a comunidade internacional.

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo ainda não se manifestou sobre a soltura de Stella. A reportagem do Metrópoles procurou a pasta, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mulher-sancionada-pelos-eua-por-elo-com-pcc-deve-deixar-prisao-em-sp

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