A Justiça de São Paulo decidiu não converter em preventiva a prisão temporária de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, presa na última sexta-feira (3/7) durante a Operação Exchange, da Polícia Federal. Com isso, ela deve ser solta nesta terça-feira (7/7). A informação foi divulgada pelo Metrópoles.
Stella é uma das pessoas sancionadas pelo governo dos Estados Unidos na semana passada, acusada de ter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela foi descrita pelo Departamento do Tesouro dos EUA como 'parente' de Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado como 'elo fundamental' entre a facção e a rede de lavagem de dinheiro.
De acordo com as autoridades americanas, Stella atuava como 'secretária' e 'intermediária' na coleta de grandes quantias em dinheiro, além de fornecer 'serviços logísticos essenciais' para a lavagem de recursos. A investigação aponta que o grupo utilizava criptoativos, transporte de dinheiro em espécie e operações bancárias de alto valor para movimentar os valores.
A Operação Exchange foi deflagrada pela Polícia Federal com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas. Mais de 50 policiais federais cumpriram 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária em cidades como São Paulo, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.
Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A defesa de Stella afirmou, em nota, que recebe a decisão com 'respeito e serenidade' e que confia na demonstração da inocência da cliente ao longo da investigação.
Além de Stella, outras pessoas e empresas foram sancionadas pelos EUA, incluindo Victor Shimada, sócio de uma empresa investigada por envolvimento em um escândalo no Corinthians. Segundo o Departamento do Tesouro, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em cidades americanas.
As sanções americanas ocorreram em um contexto de endurecimento contra o crime organizado brasileiro. Em junho, o governo Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras, alterando o status jurídico das facções perante a comunidade internacional.
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo ainda não se manifestou sobre a soltura de Stella. A reportagem do Metrópoles procurou a pasta, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/mulher-sancionada-pelos-eua-por-elo-com-pcc-deve-deixar-prisao-em-sp


