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São Paulo

Preso em operação contra alvo dos EUA, 'Barão do Café' é amigo de Robinho na cadeia

João Gilberto Codognotto, apelidado de Barão do Café, foi detido pela PF como operador financeiro de Victor Shimada, sancionado pelos Estados Unidos. Ele já havia sido preso com o ex-jogador Robinho.

João Gilberto Codognotto, conhecido como 'Barão do Café', foi preso pela PF em operação contra alvo dos EUA. Ele é amigo de Robinho na cadeiaFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
11 de julho de 202614:30
Atualizado agora há pouco às 17:30

A Polícia Federal prendeu na última sexta-feira (3/7) João Gilberto Codognotto, conhecido como Barão do Café, durante a Operação Exchange. Ele é suspeito de atuar como operador financeiro de Victor Shimada, empresário sancionado pelos Estados Unidos por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Codognotto passou quatro noites na Superintendência da PF, em São Paulo, e foi solto na terça-feira (7/7). A defesa dele não se manifestou até o momento. A investigação aponta que ele movimentou recursos para Shimada, que segue foragido.

Não é a primeira vez que o Barão do Café é detido. Em 2024, ele foi preso por lavagem de dinheiro para o PCC em uma operação contra o traficante Roland Ronald, acusado de ser elo da facção com organizações internacionais, como as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc).

O livro "Tremembé: o presídio dos famosos", do jornalista Ulisses Campbell, narra a amizade entre Codognotto e o ex-jogador Robinho. Eles se conheceram quando eram vizinhos em um condomínio de luxo em Guarujá, no litoral paulista. No cárcere, firmaram um pacto: quando estivessem livres, tomariam juntos o café mais caro do mundo, o kopi luak, na mansão do cafeicultor.

De acordo com a PF, uma das empresas de Codognotto, a JGC Intermediação de Negócios Eireli, recebeu dinheiro de Shimada via Pix. Mensagens interceptadas mostram conversas sobre operações financeiras no Brasil e no exterior. Em uma delas, Codognotto pergunta se pode receber dinheiro em Assunção, no Paraguai, e diz que depositaria o equivalente a 50 mil dólares em guarani.

Em outra conversa, ele pede uma transferência para os Estados Unidos e envia dados de uma conta da Raízen, empresa do setor de energia, solicitando R$ 120 mil. A PF suspeita que a Raízen foi usada como empresa de fachada para triangulação de valores.

"A Raízen esclarece que não tem qualquer relação com os fatos investigados no âmbito da operação Exchange e já adotou as medidas judiciais cabíveis para o esclarecimento dos fatos", disse a empresa em nota.

Codognotto já foi solto duas vezes desde a prisão em Tremembé. Robinho, que esteve no mesmo presídio, hoje cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira. O caso segue sob investigação da Polícia Federal.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/robinho-barao-cafe-eua

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