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São Paulo

Advogados são alvo de operação por suspeita de sonegação de R$ 3,8 bilhões em ICMS em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal cumprem 38 mandados contra um esquema que usava empresas de fachada para simular operações e reduzir o imposto devido ao Estado.

MPSP/Reprodução
Raphael Nogueira Felix
15 de julho de 202606:58
Atualizado agora há pouco às 09:58

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quarta-feira (15/7), uma operação contra um suposto esquema milionário de sonegação de impostos. A ação, batizada de Distrato, cumpre 38 mandados de busca e apreensão em cidades paulistas e paranaenses.

Entre os alvos estão quatro advogados, incluindo o escritório de Nelson Wilians, que já é investigado por envolvimento na Fraude do INSS, revelada pelo Metrópoles. A operação tem como foco um esquema que teria gerado um prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.

Segundo a investigação, o esquema usou cerca de 752 empresas de fachada ou sem atividade real para emitir notas fiscais que simulavam operações comerciais. Essas notas geravam créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) considerados irregulares, que eram registrados por outras empresas para diminuir o imposto devido ao Estado.

O montante sonegado supera R$ 3,8 bilhões, um dos maiores já identificados em operações contra fraudes no ICMS em São Paulo. Os mandados estão sendo cumpridos em São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além das cidades paranaenses de Londrina e Cambé.

A operação Distrato é mais um capítulo na guerra do fisco contra a sonegação fiscal, que tem se intensificado nos últimos anos com o uso de inteligência fiscal e cruzamento de dados. As empresas de fachada são um dos mecanismos mais comuns para simular operações e gerar créditos fictícios de ICMS.

O Metrópoles procurou a defesa de Nelson Wilians e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações. A reportagem também tenta contato com os demais advogados citados na operação.

A ação conjunta entre MPSP e Receita Federal demonstra a complexidade do esquema, que envolvia não apenas a sonegação de impostos, mas também a utilização de profissionais do direito para dar aparência de legalidade às operações.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e o destino dos recursos sonegados. A população pode contribuir com denúncias anônimas através dos canais oficiais do MPSP e da Receita Federal.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/operacao-fraude-icms-advogados

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