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São Paulo

Romeu Zema critica cotas raciais e promete privatizar Petrobras em evento do Novo em SP

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo defendeu o impeachment de Alexandre de Moraes e atacou Gilmar Mendes durante encontro partidário na zona sul de São Paulo.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, durante evento do partido em São PauloFoto: metropoles.com
Raphael Nogueira Felix
18 de julho de 202615:17
Atualizado há 55 minutos às 18:17

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, participou neste sábado (18/7) de um encontro nacional do partido realizado na zona sul de São Paulo. Durante o evento, ele fez duras críticas às políticas de cotas raciais, prometeu privatizar a Petrobras e voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), com foco nos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

Zema afirmou que o Brasil não suportaria mais quatro anos de políticas de cotas, que, segundo ele, priorizam a cor da pele em vez das pessoas. Ele também criticou a doutrinação progressista nas escolas e o que chamou de redução da família cristã a uma caricatura de atraso e ignorância. As declarações ocorreram em um momento em que o pré-candidato busca consolidar sua base eleitoral entre os eleitores bolsonaristas.

O plano de governo apresentado por Zema foi dividido em três missões principais: retomar territórios dominados por facções criminosas, acabar com privilégios e supostos conflitos de influência envolvendo políticos e magistrados, e promover o crescimento econômico. Ele defendeu o fim dos "intocáveis" e direcionou sua artilharia aos ministros do STF.

“Nessa eleição agora nós vamos construir uma maioria no Senado e vamos aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes”, disse Zema durante seu discurso. A estratégia de atacar o Supremo é vista como uma forma de conquistar o voto bolsonarista, que tem no impeachment de ministros uma das principais bandeiras.

O ex-governador também voltou a citar Gilmar Mendes, que o processou após vídeos críticos postados em redes sociais. “O que me levou à política e o que move todos nós aqui do Partido Novo desde a sua fundação foi o combate à corrupção e ao tráfico de influência. Essa teia que hoje liga figuras sinistras como o Gilmar a organizações obscuras como a CBF”, afirmou.

Questionado sobre a baixa pontuação nas pesquisas, na faixa dos 3%, Zema disse esperar crescer com os debates e lembrou sua eleição ao governo mineiro em 2018. “Em 2018, eu sei que cada eleição é um caso diferente, mas o meu nome só teve uma arrancada quando os debates começaram e o brasileiro viu que tinha um candidato diferente”, declarou.

Sobre a vaga de vice, ele não deu sinais de definição e disse que a exigência é que se trate de uma pessoa ficha limpa. O evento também contou com a participação do pré-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Salles, que fez duras críticas a adversários políticos.

Ricardo Selles, em seu discurso, atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as ex-ministras Marina Silva e Simone Tebet, e o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado. Ele usou linguagem agressiva, referindo-se a Lula como "filho da puta" e chamou Marina Silva de "tartaruga fugida do Acre". As falas de Salles refletem o tom radicalizado que tem marcado a pré-campanha do Novo.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/o-brasil-nao-aguenta-mais-quatro-anos-de-cotas-afirma-zema-em-sp

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