As praias do litoral paulista estão enfrentando um aumento na presença de águas-vivas e outros organismos gelatinosos durante a estação de inverno. O fenômeno, que ocorre anualmente, tem sido observado com mais frequência nas últimas semanas, levando o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) a emitir orientações aos banhistas.
De acordo com os bombeiros, a maior incidência desses animais marinhos está relacionada a mudanças nas condições oceanográficas, como a chegada de frentes frias e ventos que alteram a circulação das águas. Esses fatores favorecem o deslocamento das águas-vivas para regiões próximas à costa, aumentando o risco de contato com os frequentadores das praias.
O GBMar ressalta que, mesmo quando parecem mortas na areia, as águas-vivas ainda podem causar queimaduras e irritações na pele. Por isso, a recomendação é evitar qualquer tipo de contato com os animais, sejam eles vistos na água ou na faixa de areia.
Em Santa Catarina, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024, foram registradas mais de 16 mil ocorrências de lesões causadas por águas-vivas, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do estado. O número ilustra a importância de se manter alerta durante o verão, mas o problema também se repete no inverno paulista.
“Em caso de contato com águas-vivas e surgimento de sintomas como dor, ardência ou irritação na pele, a orientação é procurar atendimento junto aos postos de guarda-vidas e serviços de saúde para avaliação”, informou o GBMar em nota.
As águas-vivas possuem uma rede nervosa difusa, que coordena funções básicas como movimento e resposta a estímulos. O nome popular do animal deriva da coloração violeta de seus braços orais, combinada a tentáculos avermelhados ou amarelos.
Além das águas-vivas, outros organismos gelatinosos também têm aparecido com mais frequência no litoral paulista. A entrada de águas mais frias vindas do sul e a dinâmica dos ecossistemas marinhos contribuem para essa ocorrência sazonal.
Os banhistas devem redobrar a atenção ao entrar no mar, especialmente em dias de vento forte ou após tempestades, quando a concentração desses animais tende a ser maior. O uso de roupas de proteção, como camisetas de lycra, pode ajudar a minimizar o risco de queimaduras.
O GBMar mantém postos de guarda-vidas ao longo das praias do litoral paulista, onde os banhistas podem obter informações e, se necessário, receber primeiros socorros. A orientação é sempre procurar ajuda profissional ao menor sinal de reação alérgica ou lesão mais grave.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/praias-do-litoral-de-sp-tem-aumento-na-presenca-de-aguas-vivas


