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São Paulo

Fotos mostram coronel da PM em festa com operador do PCC mesmo após ser alvo de operação

Imagens obtidas com exclusividade mostram o coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins celebrando o Ano Novo de 2023 ao lado de Cléber Azevedo dos Santos, suspeito de lavar dinheiro para o PCC.

Pessoas reunidas em mesa de restauranteFoto: Reprodução/Instagram
Raphael Nogueira Felix
25 de julho de 202603:06
Atualizado agora há pouco às 06:06

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins, da Polícia Militar de São Paulo, manteve uma relação de amizade com o empresário Cléber Azevedo dos Santos mesmo depois de este ser alvo de uma operação policial de grande repercussão. Fotografias obtidas com exclusividade mostram os dois juntos na virada de 2022 para 2023, meses após a deflagração da Operação Fractal.

As imagens, publicadas pela esposa do coronel nas redes sociais, foram retiradas do ar na última quinta-feira (23/7). Nelas, Pereira Martins aparece próximo a Cléber em uma festa na virada do ano, acompanhados de familiares e amigos. Em uma das fotos, o grupo posa sorrindo ao lado de uma piscina. Em outra, em um ambiente semelhante a um restaurante, a proximidade entre os dois é evidente.

"Amigos sempre juntos", escreveu a esposa do coronel na legenda da postagem.

O encontro confirma visualmente a relação descrita pelo Ministério Público de São Paulo em documentos da investigação sobre operadores financeiros suspeitos de prestar serviços de lavagem de dinheiro a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o vínculo de Cléber e de Robson Martins de Souza com o coronel permaneceu mesmo depois de os empresários terem sido alvos de operações policiais, entre elas a Fractal.

A Operação Fractal, que atingiu Cléber e outros operadores no fim de 2022, foi uma ação de grande escala contra o esquema financeiro do PCC. As fotos da festa de Ano Novo são relevantes para estabelecer a cronologia da proximidade, mostrando que o encontro ocorreu após a investigação policial colocar Cléber publicamente sob suspeita.

O coronel Pereira Martins, que está na reserva, não se manifestou sobre as imagens até o momento. A reportagem tentou contato com sua defesa, mas não obteve resposta. O caso levanta questionamentos sobre os limites da convivência social entre autoridades públicas e pessoas investigadas por crimes graves.

A Polícia Militar de São Paulo informou que não comenta investigações em andamento e que o caso está sob sigilo de Justiça. O Gaeco segue apurando as conexões entre os operadores financeiros e a facção criminosa, bem como possíveis envolvimentos de servidores públicos.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/coronel-manteve-amizade-com-operador-do-pcc-mesmo-apos-operacao

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