Três dias após o temporal que atingiu Ribeirão Preto com ventos de até 160 km/h, a cidade ainda enfrenta os reflexos da tempestade. Na manhã desta segunda-feira, 14 escolas permanecem fechadas e quatro unidades de saúde tiveram as atividades suspensas, conforme balanço da prefeitura.
O vendaval, registrado na última sexta-feira, deixou uma vítima fatal: um homem de 75 anos. Além disso, 1.806 pessoas estão desalojadas e 12 foram encaminhadas para abrigos municipais. A forte chuva também provocou quedas de árvores, destelhamentos e danos à rede elétrica.
Segundo a CPFL, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na região, cerca de 1.300 imóveis continuam sem luz. O temporal danificou 34 torres de transmissão e mais de 250 postes de iluminação. Em apenas 24 horas, foram registrados 319 raios na área urbana e rural.
A tempestade esteve associada à chegada de uma frente fria, que combinada com o calor intenso, gerou as condições para ventos extremos. A previsão inicial apontava ventos entre 50 e 60 km/h, mas os modelos não captaram a intensidade real.
Um gabinete de crise, coordenado pela Prefeitura, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil, segue mobilizado para restabelecer os serviços essenciais. As equipes trabalham na recuperação da infraestrutura, no abastecimento de água e na assistência à população atingida.
A Defesa Civil informou que já distribuiu 11.384 itens de ajuda humanitária, entre cestas básicas, colchões, cobertores, kits de limpeza e higiene, água potável, roupas, calçados e lonas. Também foram encaminhadas 6 mil telhas para moradores que tiveram as casas danificadas.
No domingo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve no município para vistoriar os danos. Ele destacou os prejuízos no agronegócio e nas escolas, e anunciou apoio do estado.
"Observe que, nesse caso, a gente tinha previsto a chuva, a gente fez um alerta na madrugada da sexta-feira, mas a gente ainda tem uma grande dificuldade, que é prever os ventos", afirmou o governador. "Quando a gente faz a estimativa, e a gente tinha feito a estimativa, a previsão era que nós tivéssemos ventos de 50 km/h, 60 km/h, não de 120, 150, 160 km/h. E essa é uma dificuldade dos modelos", completou.
A prefeitura mantém equipes nas ruas para desobstrução de vias e remoção de escombros. A orientação às famílias desalojadas é que procurem os pontos de apoio montados pela Defesa Civil. A cidade segue em estado de emergência, enquanto equipes técnicas reavaliam os danos estruturais.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/vendaval-ribeirao-preto-suspende-aulas

