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São Paulo

Greve dos ferroviários afeta três linhas da CPTM e suspende rodízio em SP

Paralisação atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade a partir da meia-noite desta terça-feira (4/8). Prefeitura suspendeu o rodízio de veículos para minimizar impactos.

Imagem mostra trem chegando a uma plataformaFoto: Divulgação/Governo de SP
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202604:46
Atualizado agora há pouco às 07:46

Os passageiros que dependem do sistema de trens metropolitanos de São Paulo devem enfrentar transtornos nesta terça-feira (4/8) por causa da greve dos ferroviários da CPTM. A paralisação, aprovada em assembleia na tarde de segunda-feira (3/8), atinge as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, operadas pela companhia estatal.

Em nota, a CPTM informou que acionou o plano de contingência para as linhas 11-Coral e 12-Safira. Já a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto não estarão operando. A medida afeta diretamente os usuários que utilizam o serviço para chegar ao Aeroporto Internacional de Guarulhos.

A paralisação não atinge as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda, administradas pela iniciativa privada, nem a Linha 10-Turquesa, que também é operada pela CPTM. A expectativa, porém, é de aumento no fluxo de passageiros nas linhas que continuam funcionando, devido à migração de usuários das linhas paralisadas.

Para minimizar os impactos, a Prefeitura de São Paulo decidiu suspender o rodízio de veículos durante todo o dia. A medida vale para o centro expandido e pode ajudar os motoristas que precisam se deslocar pela cidade. Ainda não há definição sobre o acionamento da Operação Paese, que garante transporte gratuito em situações de emergência.

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil (STEFZCB) decidiu paralisar as atividades a partir da meia-noite. A categoria reivindica a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que foram concedidas à iniciativa privada, além da garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Na semana passada, os trabalhadores já haviam aprovado um indicativo de greve caso não houvesse avanço nas negociações com o governo estadual. A reunião entre lideranças da categoria e representantes do governo, realizada na sede da Secretaria da Casa Civil, terminou sem acordo.

A CPTM, por sua vez, lamentou a decisão do sindicato, afirmando que apresentou compromissos concretos e demonstrou disposição para avançar nas negociações. A companhia recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho, que determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, o TRT fixou multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

Os passageiros que precisarem se deslocar pela região metropolitana devem buscar alternativas como ônibus municipais e intermunicipais, que tendem a registrar aumento na demanda, principalmente nos corredores da zona leste e nos acessos ao centro da capital. A recomendação é planejar o trajeto com antecedência e buscar informações atualizadas sobre a operação do sistema.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/como-fica-o-transporte-em-sp-com-a-greve-dos-ferroviarios-da-cptm

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