UrgenteParalisação na CPTM mantém linhas 11, 12 e 13 fora de operação em São Paulo
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São Paulo

Paralisação na CPTM mantém linhas 11, 12 e 13 fora de operação em São Paulo

Sindicato dos Ferroviários afirma que greve desta terça-feira (4/8) é por falta de garantia de emprego diante da privatização; linhas 11, 12 e 13 são afetadas.

sindicado greve cptm garantia empregosFoto: Leonardo Amaro/Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
4 de agosto de 202608:16
Atualizado agora há pouco às 11:16

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil informou que a paralisação dos funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) nesta terça-feira (4/8) é uma resposta à ausência de uma garantia formal do governo estadual sobre a manutenção dos postos de trabalho no processo de concessão das linhas.

Em nota, a entidade afirmou que tentou negociar na reunião de segunda-feira (3/8) com representantes do governo, mas não obteve compromisso concreto. A categoria decidiu manter a greve como forma de defender os empregos e o futuro de milhares de famílias, segundo o sindicato.

A paralisação afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, que transportam cerca de 850 mil passageiros por dia. Por volta das 6h, apenas a linha 11 operava parcialmente, entre as estações Barra Funda e Guaianases. As linhas 12 e 13 estão completamente fora de operação.

Entre as reivindicações estão a reestatização das linhas concedidas à Trivia Trens, a garantia de todos os empregos na CPTM e a aprovação do Projeto de Lei nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com apoio do governo.

Por causa da paralisação, o rodízio de veículos foi suspenso na capital paulista. Segundo a CET, na zona leste, a região mais atingida, o trânsito já apresenta lentidão 40% acima do normal.

A CPTM lamentou a decisão do sindicato e afirmou que apresentou compromissos concretos e demonstrou disposição para avançar nas negociações. A companhia informou que recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho para tentar reverter a medida.

O sindicato reforça que permanece aberto ao diálogo e espera que o governo apresente uma proposta concreta para preservar os postos de trabalho, permitindo o encerramento do movimento paredista.

A greve é considerada a última medida pela categoria, que segue unida na defesa dos empregos, da valorização profissional e da continuidade de um serviço ferroviário de qualidade para a população paulista.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/greve-cptm-sindicato-privatizacao

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