A Corregedoria da Polícia Civil e o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) pediram à Justiça a prisão temporária de um policial civil apontado como um dos envolvidos no sequestro de um homem na zona leste de São Paulo. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (10/8), no bairro Artur Alvim, e o pedido foi formalizado na quarta-feira (12/8).
De acordo com as investigações, a vítima foi agredida e colocada no porta-malas de um veículo que simulava ser uma viatura descaracterizada, equipado com luzes de giroflex. Imagens de câmeras de segurança registraram toda a ação, que começou com a aproximação de um homem entregando uma sacola a um dos integrantes do grupo.
As gravações mostram o momento em que, após a conferência da sacola, a vítima é atacada por um homem de moletom cinza. Dois suspeitos passam a agredir a vítima com socos e chutes, enquanto um terceiro aponta uma arma. Em seguida, o veículo falso se aproxima e estaciona no local, e os suspeitos colocam a vítima no porta-malas antes de fugirem.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a placa do carro utilizado no crime não consta nos registros oficiais e não pertence à polícia. A Polícia Militar foi acionada e, no local, encontrou estojos de munição vazios, manchas de sangue no asfalto e um aparelho celular, mas nenhum suspeito foi localizado até o momento.
A identificação do policial como um dos envolvidos ocorreu após análise de imagens e diligências da Corregedoria. Agora, a Justiça deve analisar o pedido de prisão temporária contra o agente, e a polícia aguarda a autorização para cumprir a medida.
A SSP afirmou que as medidas de polícia judiciária cabíveis estão sendo adotadas, incluindo apreensões e eventuais prisões, conforme o avanço das investigações. O caso segue sob apuração, e novos desdobramentos não foram descartados.
Moradores da região relataram apreensão com a ocorrência, que aconteceu em uma via movimentada do bairro. A ação rápida dos criminosos, simulando uma abordagem policial, gerou comoção e preocupação entre os moradores.
A polícia pede que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja repassada às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia. O sigilo é garantido.
Este é mais um caso que reforça a necessidade de atenção da população diante de abordagens suspeitas. Especialistas orientam que, em situações de dúvida, as pessoas entrem em contato com a polícia pelo 190 para confirmar a legitimidade de uma abordagem.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/corregedoria-pede-prisao-de-policial-por-sequestro-com-falsa-viatura

