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São Paulo

Campanha de Haddad ao governo de SP foca em reduzir rejeição ao PT no interior

Fernando Haddad (PT) oficializou candidatura ao governo de São Paulo com Márcio França (PSB) de vice. Pesquisa Datafolha mostra rejeição de 47% ao petista, e estratégia da campanha é discutir propostas do dia a dia para aproximar o candidato dos eleitores.

Haddad busca combater antipetismo em campanha pelo governo de SPFoto: Divulgação/Diogo Zacarias
Raphael Nogueira Felix
17 de agosto de 202602:02
Atualizado agora há pouco às 05:02

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) disputará pela segunda vez o governo de São Paulo. A oficialização da candidatura ocorreu em convenção estadual realizada em Campinas, movimento visto como aceno ao interior do estado. Na chapa, o vice será Márcio França (PSB), que já comandou o Ministério do Empreendedorismo no governo federal.

Em 2022, Haddad enfrentou Tarcísio de Freitas (Republicanos) e acabou derrotado no segundo turno. Agora, o desafio é reduzir a rejeição ao PT entre os paulistas, que cresceu nos últimos meses. Pesquisa Datafolha divulgada em julho aponta que 47% dos eleitores rejeitam o nome do petista, ante 38% em março.

O atual governador, Tarcísio de Freitas, que tenta a reeleição, registra índice de rejeição de 29%, segundo o mesmo levantamento. A diferença é vista como ponto de atenção pela equipe de campanha de Haddad, que aposta em uma estratégia de aproximação com o eleitorado.

Interlocutores da campanha do petista afirmam que a ideia é discutir propostas para problemas do dia a dia, como segurança pública, saúde e emprego, para reduzir a resistência ao partido. A estratégia busca minimizar o chamado antipetismo, especialmente no interior do estado.

Apesar de o PT nunca ter governado São Paulo, a legenda venceu três eleições na capital: com Luiza Erundina (1989-1992), Marta Suplicy (2001-2004) e o próprio Haddad (2013-2016). Haddad, que foi o último prefeito petista da cidade, perdeu a reeleição em 2016 ainda no primeiro turno para João Doria, então no PSDB.

Natural de São Paulo, Haddad também disputou a Presidência da República em 2018, quando substituiu o ex-presidente Lula, impedido pela Lei da Ficha Limpa. Na ocasião, foi superado por Jair Bolsonaro (PL). A trajetória política do candidato inclui passagens pelos ministérios da Educação (2005-2012) e da Fazenda (2023-2026).

O calendário eleitoral prevê o primeiro turno para 4 de outubro, e os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas. A campanha de Haddad pretende intensificar a presença em municípios do interior, onde a rejeição ao PT costuma ser maior.

Especialistas ouvidos por veículos de imprensa apontam que a estratégia de focar em pautas locais pode ajudar a reduzir a rejeição, mas alertam que o cenário ainda é desafiador para o petista. A disputa pela sucessão paulista deve ser uma das mais acirradas do país neste ano.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/haddad-busca-combater-antipetismo-em-campanha-pelo-governo-de-sp

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