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Fundador da Nomad e ex-cunhada disputam herança de irmão em guerra judicial

Eduardo Haber, cofundador da fintech Nomad, está envolvido em uma disputa judicial com a ex-cunhada, a escritora e artista visual Paula Parisot, relacionada ao testamento de seu irmão, Richard Haber, que morreu em 2016. O caso envolve processos no Brasil e na Argentina e inclui uma medida judicial que tramita sob sigilo na Justiça argentina.

Fundador da Nomad trava briga judicial com ex-cunhada por testamentoFoto: Gui Prímola/Arte Metrópoles
Raphael Nogueira Felix
20 de agosto de 202606:54
Atualizado 21 de ago. de 2026 às 15:32

Segundo informações publicadas inicialmente pelo Metrópoles, Paula questiona a validade do testamento deixado por Richard, que destinou parte da herança aos filhos e outra parcela a Eduardo. A ex-cunhada sustenta que o documento teria sido elaborado em período próximo a um exame médico que, segundo ela, indicaria comprometimento cerebral do ex-marido.

Richard e Paula tiveram dois filhos, que atualmente são adolescentes. Após a morte de Richard, Eduardo passou a ter responsabilidade pela administração do patrimônio destinado aos sobrinhos, conforme determinação deixada pelo irmão em testamento.

A disputa também possui desdobramentos na Argentina, onde Paula reside com os filhos. Uma medida judicial citada na reportagem original determina restrições de contato entre Eduardo e a ex-cunhada e os adolescentes. O processo tramita sob sigilo.

Defesa contesta informações

Procurada após a publicação da reportagem, a assessoria de imprensa de Eduardo Haber encaminhou ao Diário do Estado de São Paulo um posicionamento oficial e informou que houve atualizações e correções na reportagem originalmente publicada pelo Metrópoles.

Segundo a defesa, a responsabilidade de Eduardo pelo patrimônio dos sobrinhos decorre de uma manifestação de vontade feita por Richard em testamento. A defesa afirma que a decisão teria como objetivo preservar o patrimônio e o futuro dos filhos de Richard.

Ainda de acordo com o posicionamento enviado ao Diário, a família Haber afirma sofrer há mais de dez anos com o que classifica como atos de perseguição praticados por Paula Parisot. A defesa sustenta que houve, na Argentina, um acordo com o Ministério Público relacionado a acusações feitas contra a artista e afirma que existem atualmente processos em andamento no Brasil e na Argentina envolvendo a disputa.

As alegações fazem parte da versão apresentada pela defesa e não representam, por si só, uma conclusão do Diário sobre os fatos.

Sobre a medida judicial mencionada na reportagem, a defesa afirma que não pode comentar detalhes devido ao sigilo do processo e às determinações da Justiça argentina. Segundo o posicionamento, denúncias apresentadas por Paula para a manutenção da medida protetiva teriam sido arquivadas por inexistência de delito.

Atuação na Nomad

Outro ponto corrigido nesta atualização diz respeito à atuação profissional de Eduardo Haber na Nomad.

Na versão anterior, o Diário informou que o empresário permanecia à frente da companhia. Segundo sua assessoria, porém, Eduardo deixou há alguns anos a atuação no dia a dia da empresa e atualmente exerce função no conselho de administração.

A Nomad é uma fintech voltada a serviços financeiros internacionais para brasileiros.

O que está em disputa

A discussão judicial envolve a validade do testamento deixado por Richard Haber e a administração do patrimônio destinado aos seus filhos. Como parte dos processos tramita sob sigilo, detalhes sobre as decisões judiciais e as alegações apresentadas pelas partes não estão integralmente disponíveis ao público.

O Diário do Estado de São Paulo atualiza a reportagem para incluir o posicionamento encaminhado pela defesa de Eduardo Haber e corrigir a informação sobre sua atual função na Nomad.

Posicionamento enviado pela defesa de Eduardo Haber

“A defesa de Eduardo Haber esclarece que a responsabilidade pelo patrimônio de seus sobrinhos é resultado de declaração de vontade feita em testamento por seu irmão, falecido em 2016, e maior interessado em preservar o patrimônio de seus próprios filhos, cuja segurança financeira e emocional é prioridade para a família.

A família Haber vem sofrendo há mais de 10 anos com atos de perseguição por parte de Paula Parisot, cujas ações já foram classificadas pela justiça argentina, onde reside, como tentativa de estelionato. Por estes atos, inclusive, ela fez acordo com o Ministério Público daquele país para evitar responsabilização criminal e desde então não pode sair da Argentina sem autorização judicial. Ainda há dois processos em andamento contra a artista, um promovido pelo Ministério Público do São Paulo, sobre uso de documentos falsos perante a Justiça Brasileira, e outro na Argentina, sobre falsa denúncia.

A respeito da medida citada na reportagem, não é possível comentar sobre seu andamento uma vez que tramita sob sigilo da Justiça argentina, que proíbe ambas as partes de discuti-la publicamente. Cabe observar, no entanto, que todas as denúncias apresentadas pela autora para manter a medida protetiva em vigor já foram arquivadas por inexistência de delito.”

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