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São Paulo registra primeiros casos de febre do Nilo Ocidental no estado

Duas moradoras do interior paulista foram diagnosticadas com a doença transmitida por mosquitos; uma já se recuperou e outra segue internada.

CGU dengueFoto: Reprodução/Agência Brasil
Raphael Nogueira Felix
24 de agosto de 202620:26
Atualizado agora há pouco às 23:26

O Estado de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (24/8), os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental registrados no território paulista. As pacientes são uma mulher de 34 anos, residente em Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, ambas no interior do estado.

De acordo com a Secretaria da Saúde, a mulher já se recuperou da doença, enquanto a adolescente permanece internada e recebe cuidados médicos. As equipes de vigilância epidemiológica ainda investigam o local provável de infecção nos dois episódios.

Os diagnósticos foram confirmados por exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A mulher havia viajado recentemente para a região amazônica, o que pode ter relação com a contaminação.

A febre do Nilo Ocidental é uma arbovirose causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, os chamados pernilongos ou muriçocas. O ciclo da doença envolve aves e mosquitos, e não há transmissão direta entre pessoas.

O mosquito adquire o vírus ao picar aves infectadas e pode transmiti-lo a outros animais e seres humanos. Por isso, a principal forma de prevenção é evitar a picada do inseto, com uso de repelentes, roupas compridas e telas em janelas.

A doença integra o grupo das arboviroses, que inclui dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Na maioria dos casos, a infecção não provoca sintomas; cerca de 20% dos infectados desenvolvem manifestações clínicas, como febre, dores de cabeça, dores no corpo, náuseas e cansaço.

Não há vacina nem medicamento antiviral específico contra a febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é direcionado aos sintomas e pode incluir repouso, hidratação e acompanhamento médico. Em situações mais graves, pode ser necessária internação hospitalar e, eventualmente, atendimento em UTI.

A Secretaria da Saúde orienta que pessoas com sintomas compatíveis procurem atendimento médico e informem ao profissional se estiveram em áreas de risco ou expostas a mosquitos. As equipes municipais e estaduais seguem investigando os dois casos para identificar o local provável da transmissão e reforçar medidas de prevenção.

A confirmação dos primeiros casos acende um alerta para a necessidade de vigilância epidemiológica contínua e monitoramento da circulação do vírus no estado, especialmente em regiões com presença de aves migratórias e mosquitos vetores.

Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/febre-do-nilo-ocidental-sp-confirma-2-primeiros-casos-da-doenca

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