A Avenida Paulista foi palco de um episódio inusitado na tarde deste domingo (30/8), quando um homem fantasiado de Homem-Aranha furou um boneco inflável do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vestido com roupa de presidiário, conhecido como Pixuleco. A ação gerou uma confusão que precisou da intervenção da Polícia Militar para ser controlada.
O boneco foi montado por Carlo Cauti, candidato a deputado estadual pelo partido Novo, que faz campanha com o número 007, em referência ao agente secreto fictício. O ato ocorreu em meio a uma manifestação pelo fim da escala de trabalho 6×1, que reuniu diversos grupos na região.
O responsável pelo furo, de acordo com testemunhas, integra o grupo Bonde do Arranca Faixa, que se apresenta como um coletivo que remove faixas e materiais de campanha considerados irregulares. Ele estava acompanhado de Junior Freitas, candidato do PSol à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e líder do movimento dos entregadores.
A confusão começou quando o grupo se aproximou do boneco e decidiu derrubá-lo, segundo relato de Freitas. Ele afirmou que a equipe considerou a peça ofensiva e que pediu para que fosse retirada, mas sem sucesso. "A gente chegou perto do boneco e achou uma ofensa. Esse tipo de boneco dá configuração de outdoor. Pedi para eles tirarem, eles não tiraram, aí falei com o Homem-Aranha: a gente vai derrubar isso aí", disse.
Do outro lado, Cauti afirmou que seu grupo fazia panfletagem e conversava com o público quando foi surpreendido. "Do nada chegam os caras e começam a agredir", relatou, acrescentando que seu coordenador de campanha, Erich Siqueira, foi o mais atingido. "Destruíram o Pixuleco, agrediram o Erich, que é meu gerente de campanha, e nos obrigaram a ir embora", completou.
Siqueira, que também registrou boletim de ocorrência, contou sua versão dos fatos. "Quem está tentando impedir o cara de destruir o Pixuleco sou eu, ele foi fugindo, ele me jogou de lado, eu piso de lado. E vem um cara e me dá uma trombada, ou um soco. Meu óculos caíram no chão e quebraram", disse o assessor.
Após o incidente, Cauti e Siqueira foram a uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Segundo o candidato, Siqueira recebeu medicação intramuscular e ficou com um entorse no joelho e no tornozelo. A Polícia Militar foi acionada e separou os envolvidos, mas até o momento não há informações sobre detidos ou registro formal da ocorrência por parte dos organizadores do ato.
O episódio ocorre em um contexto de disputa eleitoral acirrada, com candidatos usando estratégias criativas para chamar atenção. Especialistas em direito eleitoral lembram que danos a materiais de campanha podem configurar crime, e que a apuração dos fatos deve ser feita pelas autoridades competentes.
Nas redes sociais, o caso ganhou repercussão, com usuários comentando a situação inusitada. A assessoria do PSol e do partido Novo não se manifestaram oficialmente até o fechamento desta matéria.
A manifestação pelo fim da escala 6×1, que ocorria na região, seguiu sem outros incidentes, segundo a Polícia Militar.
Fonte de referência: metropoles.com — https://metropoles.com/sao-paulo/homem-aranha-pixuleco-007

